Grandes Economistas III

Michal Kalecki (1899-1970)

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Segundo Kalecki, em sua obra “Ensayos escogidos sobre dinámica de la economía capitalista”, a teoria de Rosa Luxemburgo, que diz que o desenvolvimento do capitalismo depende somente dos mercados externos, não é correta.

Para Kalecki, todo mercado interno necessita de inovações para desenvolver sua capacidade produtiva, mas este desenvolvimento da capacidade produtiva não pode ser desenfreado, uma vez que pode ocorrer uma situação de superprodução, afetando de forma negativa as decisões de investimentos dos capitalistas ( criando excedente de capital e mercadoria ).

Portanto, Kalecki crê que  uma demanda efetiva ou real adequada está totalmente ligada ao desenvolvimento sólido do capitalismo, demonstrando seu ponto de choque de pensamento com Tugan-Baranovsk. Tugan-Baranovsk defendia a idéia de que a demanda efetiva não exercia papel relevante para o desenvolvimento do modelo capitalista.

Em seus estudos Kalecki promove uma divisão da economia em departamentos, dizendo que os aumentos salariais nos departamentos de bens de capital e bens de consumo para capitalistas tendem a promover uma redução nos lucros. Porém, simultaneamente, ocorre um aumento dos lucros no departamento de bens de consumo para assalariados, fazendo com que, os lucros totais venham a ser os mesmos à curto prazo.

Segundo Kalecki, os sindicatos tem “o poder de afetar a distribuição da renda”. Eles pressionam capitalistas para que os lucros totais aumentem menos que os salários da grande massa trabalhadora.


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Grandes Economistas II

John Maynard Keynes ( 1883-1946 )

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Keynes contesta as hipóteses liberais  de que as forças de mercado conduzem ao equilíbrio econômico.

Segundo Keynes, as crises ocorrem quando o investimento na economia não é suficiente para garantir o pleno emprego da força de trabalho existente.

Para Keynes, a crise deve ser combatida com o aumento dos gastos públicos, com o objetivo de suprir a deficiência de demanda do setor privado, o que viria a diminuir o desemprego.

Na prática , sua política econômica persegue o pleno emprego por meio da criação de frentes de trabalho, mecanismos de controle de crédito, além da fixação de salários mínimos e limitação da jornada de trabalho. Além dele ser a favor da ampliação de modernos sistemas previdenciários.

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‘Cenário no qual as idéias de Keynes ganham importância’


A expansão do crédito bancário, a especulação financeira no EUA e a superprodução deflagraram uma grave crise econômica, que chegou ao auge com a quebra da Bolsa de Nova York. Mais de 9 mil bancos e 85 mil empresas decretaram falência e a cotação das ações caíram em média 85% entre 1929 e 1932.

A redução de salários chegou a 60% e o desemprego atingiu 13 milhões de norte-americanos. A crise ganhou dimensão mundial com a diminuição do crédito dos EUA a outros países e a elevação das tarifas alfandegárias dos norte-americanos, que provocaram retração no comércio internacional.

No auge da crise provocada pela quebra da Bolsa de Nova York, Franklin Roosevelt assumiu a presidência dos EUA e lançou o New Deal ( Novo Acordo ), programa de reformas econômicas e sociais. Influenciado pelas idéias de John Maynard Keynes, Franklin Roosevelt criou frentes de trabalho, mecanismos de controle de crédito e um banco para financiar as exportações.

Entre outras medidas, fixou salários mínimos, limitou a jornada de trabalho e ampliou o sistema de Previdência Social.

Em 1937, o número de desempregados nos EUA havia sido reduzido pela metade, e a renda nacional, crescido 70%.