“A educação no front da construção de um país” – por Moacir Pereira Alencar Júnior

Quando pensamos no front, logo vem a nossa memória, a imagem de uma grande batalha, com um exército entrando em guerra por uma causa maior – na linha de frente – pela defesa da soberania e integridade dos cidadãos de uma nação.

Quando pensamos na educação, também vem a nossa memória a ideia de uma grande batalha. Educar, mais do que nunca, é a busca para a promoção do desenvolvimento intelectual, moral e físico de uma pessoa. A educação deve estar na linha de frente em qualquer ação adotada para o progresso e valorização de um país. Será esta transmissão de valores e conhecimentos acumulados por cada pessoa, que o integrará ao meio social.

A educação – a princípio – nasceu com base na manutenção de hierarquias sociais e na valorização da fé religiosa. Apenas após o século XVIII, a ciência e a razão passaram a constituir o caminho para aperfeiçoar o espírito humano e melhorar as condições materiais de vida da sociedade.

O início do Século XX, sinalizando a construção de um novo progresso, efetivou a consolidação de uma complexa teia tecnológica em meio a um mundo industrializado. Neste cenário, a educação passou por profundas transformações. Em um mundo onde a dependência da ciência e da tecnologia era cada vez maior, a educação se mostrou como um importante capital humano – uma ferramenta decisiva no crescimento conjuntural de um país, seja no desenvolvimento econômico, seja na qualidade de vida de cada cidadão.

A partir da década de 1980, ganhando mais força no início dos anos 1990, uma nova ordem mundial imposta pela globalização, quebrou paradigmas nos mais variados campos de atuação e de conhecimento até então desenvolvidos pela humanidade.

As novas gerações cresceram em meio a grande difusão de ferramentes audiovisuais e virtuais, propiciadas pela disseminação da informática e da internet. Com a internet, uma propagação de valores e trocas de informações aproximou pessoas dos mais variados confins do planeta – aproximando sociedades e grupos que se encontravam isolados de certos processos socioculturais.

Consequentemente, a educação foi colocada à prova, tendo suas estruturas pedagógicas consagradas fortemente abaladas, tendo que se adequar a este turbilhão de informações cada vez mais acessíveis. Assim, adquirir conhecimento passou a se tornar algo mais palpável para muitos grupos por intermédio das redes sociais da internet, além de blogs, sites informativos, sites educativos, e outros variados tipos de mídias, etc.

Este turbilhão de informações que brotam de uma diversidade de páginas da internet – casos sejam bem usados – será peça-chave na emancipação pessoal e intelectual das pessoas. Estas informações virão a complementar a construção intelectual de vida de cada indivíduo.

O ensino tradicional é importantíssimo para dar uma base sólida de informação que sirva de sustentação para o desenvolvimento do espírito crítico. Entretanto, as novas tecnologias, também podem estimular naqueles que buscam conhecimento, a curiosidade rumo à descobertas de novos conceitos e valores, respeitando o desenvolvimento de aprendizagem de cada um – aumentando a inserção dos cidadãos nos debates cotidianos, assim como, consolidando um processo de construção constante da sabedoria.