O inferno somos nós – por Moacir Pereira Alencar Júnior

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A máxima de Jean Paul Sartre: “O inferno são os outros”, nunca teve tanta significância como agora para tratar da análise de um partido político e toda sua trajetória histórica. Em pouco mais de 35 anos de história, o PT sempre colocava-se como uma vanguarda do seu tempo no campo ético e moral. Ainda no regime militar gostava de se colocar como um partido acima dos demais, irretocável e onipotente. Durante o Regime militar o petismo seria a consagração e o caminho do céu. Findo o regime militar, o partido continuou em sua sanha de se colocar como porta-voz único do povo contra as “amarras imperialistas e ferozes do capitalismo”. Após termos Sarney, Collor, Itamar e FHC como presidentes, esta visão de mundo ainda era a definição de ação e de pensar do petismo…”O inferno são os outros”. Após a chegada de Lula no poder, parecia ter se iniciado o Anno Domini….o “salvador da Pátria” tinha alcançado à presidência da república. Após 8 anos de governo que combatia agora o “inferno oposicionista” tudo eram louros e glória. O “Messias” com popularidade inabalável iria fazer uma “discípula” levar adiante o legado do reino de “Deus na Terra” ;reino este que já aparentava apresentar desvios de conduta no campo ético e moral e também no campo econômico, todavia sabia fazer os “fiéis” sedentos e “vislumbrados” pelo poder do salvador a confiar em sua prédica. Com sua discípula, a prédica permaneceu a mesma, mas a realidade do país passava a ser outra, e cada vez mais esta pregação ganhava sentido de “charlatanismo”. Abalos éticos e morais graves atingiram a Torre de Babel do Império, império de “fiéis parnasianos”, que não enxergavam mais que a máxima de Jean Paul Sartre tinha se alterado em sua essência. O inferno não era os outros, e buscar encontrar no outro seu problema não era mais cabível de exemplo explicativo para a realidade apavorante e decadente na qual o império se prostrava. Agora “o inferno somos nós” passava a reger a vida do “ex salvador da pátria”. Nunca antes na história deste país o inferno era a representação fidedigna do “Messias”… Ora, agora “o inferno somos nós”.

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Morre o senador e ex-presidente da República Itamar Franco

O senador e ex-presidente da República Itamar Franco (PPS-MG) morreu aos 81 anos neste sábado (2), em São Paulo.

Itamar Franco

Segundo nota divulgada pelo Hospital Albert Einstein, o presidente sofreu um acidente vascular cerebral (AVC)  na UTI, onde estava sendo tratado de uma pneumonia decorrente de uma leucemia aguda, e morreu às 10h15 da manhã.

O corpo será transferido às 7h30 do domingo (3) para a cidade de Juiz de Fora, onde será velado na Câmara Municipal. Na segunda (4), segue para Belo Horizonte onde, por desejo do ex-presidente, o corpo será cremado, após receber homenagens no Palácio da Liberdade, sede do governo mineiro.

Itamar estava internado no hospital, na capital paulista, desde o dia 21 de maio para tratar da leucemia. De acordo com os médicos, o ex-presidente reagiu bem ao tratamento, mas desenvolveu uma pneumonia grave. Por conta disso, acabou sendo transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Ele passou o aniversário de 81 anos, completados em 28 de junho, na UTI do hospital.

Biografia

Início na política


Em 1967, assumiu o primeiro cargo eletivo como prefeito de Juiz de Fora pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) – partido para o qual migrou depois do início do Regime Militar. Um ano depois casou-se com Ana Elisa Surerus e teve duas filhas.

Em 1972, acabou reeleito na prefeitura. Dois anos depois, renunciou ao mandato para concorrer ao Senado. Eleito senador, atuou como vice-líder do partido entre 1976 e 1977.

No ano de 1979 foi designado presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o acordo nuclear entre o Brasil e a Alemanha Ocidental. Se opôs à construção das usinas nucleares no Rio de Janeiro.

Em 1982, foi reeleito para mais um mandato de senador, agora já pelo PMDB. Em 1985, Itamar pretendia candidatar-se ao governo de Minas Gerais pelo PMDB, partido que ajudou a fundar em 1980. No entanto, o PMDB preferiu indicar o nome de Newton Cardoso, o que fez Itamar se desligar do partido e fundar o Partido Liberal (PL).

Vice-presidente

Itamar Franco


Na eleição direta para Presidência de 1989, a primeira após a ditadura militar, Itamar foi eleito vice-presidente da República pelo Partido da Reconstrução Nacional (PRN), com Fernando Collor de Mello como presidente.

Depois de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de corrupção contra Collor, ministros do governo e o tesoureiro de sua campanha, Paulo César Farias, o então presidente sofreu impeachment em 2 de outubro de 1992.

Itamar então assumiu como chefe interino de governo de outubro até dezembro de 1992. Em 29 de dezembro de 1992 tomou posse definitivamente como presidente da República. Itamar Franco, então, assumiu a presidência, aos 62 anos.

Ao receber a faixa presidencial do primeiro-secretário do Senado à época, Dirceu Carneiro, prometeu combater a corrupção. “A nação pode estar certa de que não haverá corruptos nesse governo”, declarou.

No governo, implantou o Plano Real e indicou o tucano Fernando Henrique Cardoso para o Ministério da Fazenda. FHC, que havia sido, primeiro, ministro das Relações Exteriores, acabou como sucessor de Itamar na Presidência.

Posse de FHC em 1995

Embaixador

O político mineiro foi então indicado por FHC ao cargo de embaixador do Brasil em Portugal e depois assumiu a função de embaixador brasileiro na Organização dos Estados Americanos (OEA).

Eleito governador de Minas Gerais, em 1998, se tornou oposição ao governo de FHC. Contrário à privatização de Furnas, que era responsável pela geração de 40% da energia elétrica no país, ordenou exercícios de guerra da Polícia Militar em Capitólio, município do interior mineiro. “Vamos tentar reverter a privatização na Justiça, mas, se preciso for, a PM tem minha autorização para reagir”, disse na ocasião.

Já em 2003 foi encaminhado pelo ex- presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao cargo de embaixador brasileiro em Roma. Em julho de 2009, filiou-se ao PPS, atuando como defensor de uma candidatura do então governador mineiro Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República.

Em 2010, foi eleito novamente senador por Minas Gerais, mas atuou pouco tempo no Senado, pois se licenciou meses após assumir para tratar de uma leucemia.

A doença

Leucemia é um tipo de câncer que atinge os glóbulos brancos, parte do sistema de defesa do organismo, na medula óssea. A doença impede ou prejudica a formação de glóbulos vermelhos e brancos e de plaquetas, causando anemia e abrindo espaço para infecções e hemorragias.


Aécio diz que governo Dilma é ‘continuísmo de graves contradições’.

Senador disse que entre partido e sociedade, ‘PT escolheu o PT’.

Fala foi considerada ‘marco’ da oposição após 3 meses de governo Dilma.

Em seu primeiro discurso na tribuna do Senado nesta legislatura, após pouco mais de três meses do governo da presidente Dilma Rousseff, o senador Aécio Neves (PSDB-MG)  fez duras críticas ao PT e ao governo federal.
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“É o início do nono ano de um mesmo governo, quase uma década. Ainda que seja nítido e louvável o esforço da presidente de impor personalidade ao governo, e eu respeito, tem prevalecido a lógica dominante em todo esse período. Não há ruptura entre o velho e o novo, mas o continuísmo das graves contradições dos últimos anos”, disse.

Aécio chamou ainda o PT de ‘adversário’ e disse que o partido não ficou ao lado da sociedade em momentos importantes, como na eleição de Tancredo Neves e dos governos de José Sarney e Itamar Franco, “recusando convocação na história”.

“Para enfrentar a grave desorganização da vida econômica do país e a hiperinflação que penalizava de forma especial os mais pobres, o governo Itamar criou o Plano Real. Neste momento, o Brasil precisou de nós e nós estávamos lá. Os nossos adversários não”, disse. “Sempre que precisou escolher entre os interesses do Brasil e a conveniência do partido, o PT escolheu o PT”, completou Aécio.

O discurso começou às 15h45 e demorou cerca de 23 minutos. Em seguida, começaram os apartes de correligionários e oposicionistas. Aécio chegou por volta das 15h30 ao plenário e foi cumprimentado por senadores de oposição.

Estavam no plenário também deputados federais do PSDB, entre eles o presidente nacional da legenda, Sérgio Guerra, prefeitos, e o ex-governador de São Paulo José Serra, que concorreu à Presidência pelo PSDB. O discurso de Aécio foi considerado pela oposição como um marco após três meses do governo Dilma.

Apesar de dizer que os problemas de inflação enfrentados atualmente por Dilma são “reflexo da farra da gastança descontrolada dos últimos anos”, afirmou reconhecer “os avanços do governo do presidente Lula”.

“Não sou, como todos sabem, daqueles cegos pela paixão política que não se permitem enxergar méritos no adversário. Reconheço avanços no governo Lula.”

Ele disse ainda crer que, no futuro, os governos de Itamar, Fernando Henrique e Lula sejam considerados “um só período da história do Brasil, de estabilidade com crescimento”.

O ex-governador de Minas disse que o governo Fernando Henrique criou programas de transferência de renda que resultaram no atual Bolsa Família. Afirmou que as privatizações, criticadas pelo PT, “definiram a nova face contemporânea do país”. “A democratização do acesso à telefonia celular foi talvez o melhor reflexo dos acertos”, disse.

Oposição
Aécio Neves afirmou ainda que os colegas de oposição têm exercido a função com “coragem e coerência”. “Repito que tem dito Geraldo Alckmin [governador de São Paulo]:  ser oposição é tão patriótico quanto ser governo. Faço uma homenagem aos companheiros do PSDB, DEM e PPS pela coragem e coerência com que têm honrado os votos das urnas.”

Aécio Neves disse ainda que o governo brasileiro vende um “Brasil cor-de-rosa apoiado pela farta e difusa propaganda”, e também citou o corte de gastos anunciado pelo governo federal.

“Escondido sob o biombo eleitoral montado, o desarranjo fiscal, tantas vezes por nós denunciado, exige agora um ajuste de grande monta que penalizará investimentos anunciados com pompa e circunstância.”

Aécio Neves (PSDB) volta a crescer e alcança 71% das intenções de voto ao senado – diz Datafolha (20/09/2010)

Aécio volta a crescer nas intenções de voto para o senado em pesquisa Datafolha a menos de 20 dias das eleições e alcança 71% das citações, índice que era de 67% na pesquisa anterior. O ex-presidente Itamar Franco (PPS) oscilou negativamente dois pontos percentuais e alcança 40%. Pimentel (PT), ex-prefeito da capital mineira, oscilou três pontos e chega a 32% das intenções de voto, ante 29% da pesquisa anterior.

O levantamento ocorreu entre os dias 13 e 14 de setembro e ouviu 1837 eleitores mineiros em 83 cidades do estado. A margem de erro máxima para essa pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Marilda Ribeiro (PSOL), Rafael Pimenta (PCB), Zito Vieira (PC do B), tem 2% das intenções de voto, cada. Com 1% das citações cada aparecem José João da Silva (PSTU), Miguel Martini (PHS), Betão (PCO), Efraim Moura (PSTU) e Mineirinho (PSOL).

Como nessas eleições os eleitores devem votar para dois senadores, 8% dos eleitores mineiros afirmam votar em branco ou anular seu voto para uma das vagas, e 4% para as duas vagas. Não sabem em quem votar para uma das vagas somam 23% e 11% não sabem em quem votar para as duas vagas.

A partir de hoje o Datafolha passa a divulgar também os resultados de sua pesquisa sobre as intenções de voto para o senado com o cálculo que o Tribunal Superior Eleitoral utilizará na apuração oficial. A base de cálculo deixa de ser o total de eleitores e passa a ser o total de votos, o que não provocará mudanças de tendências, mas altera apenas os percentuais obtidos pelos candidatos. Este procedimento vale para o cálculo dos votos válidos.

No cálculo dos votos válidos, os votos brancos e nulos são desconsiderados – da forma adotada pelo TSE – e os indecisos são distribuídos proporcionalmente para cada candidato, segundo seus percentuais de intenção de voto. Como cada eleitor pode votar em dois candidatos ao senado, a soma dos percentuais divulgados pelo Datafolha até aqui é igual a 200%. Com o cálculo adotado pelo TSE, considerando-se a base de total de votos, os resultados somarão 100%. Assim, as taxas de menção aos candidatos serão inferiores às verificadas até aqui. É importante a divulgação dos dois resultados.

No cálculo de votos válidos, Aécio Neves tem 46% das citações, seguido por Itamar Franco, com 26% e Pimentel, com 21%. Marilda Ribeiro tem 2% das citações e com 1%, cada surgem Rafael Pimenta, Zito Vieira, José João da Silva, Miguel Martini, Betão e Efraim Moura. Nessa situação, o candidato Mineirinho é citado, porém não alcança 1% das intenções de voto.