Fernando Haddad ganha apoio de intelectuais tucanos – Jornal Folha de São Paulo

Intelectuais historicamente ligados ao PSDB decidiram nas últimas semanas embarcar na campanha do candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad.

Principal adversário do ex-governador José Serra (PSDB) na eleição deste ano, Haddad conseguiu atrair dois ex-ministros do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e até acadêmicos que no passado foram ligados a Serra.

Os que admitem seu empenho na campanha petista ressaltam, no entanto, que se trata de uma adesão pessoal ao candidato, e não ao PT.

Eles citam como motivação seu respeito à produção intelectual de Haddad, que fez carreira como professor universitário antes de entrar na política, e sua trajetória no Ministério da Educação, pasta que chefiou por oito anos.

Além disso, alguns dos intelectuais manifestam descontentamento com os rumos do PSDB desde a fracassada campanha de Serra à Presidência da República em 2010. Eles acham que o tucano fez o partido dar uma guinada à direita no ano passado, ao levar para o palanque a discussão de temas como o aborto.

Um dos primeiros a se aproximar de Haddad foi o economista e professor da FGV (Fundação Getulio Vargas) Luiz Carlos Bresser-Pereira. Ministro da Administração no primeiro mandato de FHC e de Ciência e Tecnologia no segundo, Bresser está articulando um convite para que Haddad vá à FGV fazer uma palestra em breve.

O ex-ministro, que foi filiado ao PSDB até o ano passado e rompeu com o partido publicamente depois da campanha presidencial, conhece Serra há muitos anos. Ele tem influenciado colegas como o professor José Márcio Rego.

“Há sim uma simpatia de parte do corpo docente da FGV, vinculada ao PSDB, pelo Fernando Haddad”, disse Rego. Em 2006, ele ajudou a coletar na academia assinaturas para um manifesto para lançar Serra de novo à Presidência da República. Mas o tucano preferiu concorrer ao governo de São Paulo, e o candidato do PSDB à Presidência foi Geraldo Alckmin.

Haddad contará ainda com o auxílio da secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro, Claudia Costin. Secretária de Cultura no primeiro mandato do governador Geraldo Alckmin e ex-ministra de Administração de FHC, Costin deve colaborar com o capítulo de educação do programa de governo petista.

Costin foi convidada a dar sugestões a Haddad por Cida Perez, ex-secretária de Educação na gestão da ex-prefeita Marta Suplicy em São Paulo. Nas próximas semanas, ela participará de um debate sobre educação organizado pela campanha de Haddad ao lado da socióloga Maria Alice Setúbal, que em 2010 participou da campanha da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva à Presidência.

Na USP, onde Haddad se formou em direito, fez mestrado em economia e doutorado em filosofia, colegas apontam a aproximação da cientista política Maria Hermínia Tavares de Oliveira, que sempre foi próxima dos tucanos. Procurada pela Folha, ela não quis falar sobre as eleições municipais.

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São Paulo’s mayoral race -The big beast – José Serra strikes again.

IT IS lucky for José Serra that in Brazil a flip-flop is just a popular item of footwear. Otherwise that is what many might call his decision, made public on February 27th, to seek his party’s nomination for mayor of São Paulo, after months of declaring that he had no interest in the job. His change of heart came just a week before a primary arranged by his Party of Brazilian Social Democracy (PSDB). Two of the four would-be candidates have now stepped aside to make way for Mr Serra, a former mayor, state governor and twice a losing presidential candidate. The vote has been delayed until March 25th to give him time to set out his stall. Though many party activists are furious at the casual treatment they have received, he is likely to win.

São Paulo is Brazil’s biggest municipality, with 11m residents, and the country’s beating business heart. Its mayor matters. But the result of this election will now be especially important. It will affect the future of the PSDB, which at federal level is the main opposition to President Dilma Rousseff. It also has implications for the governing Workers’ Party (PT) and the next presidential election, in 2014.

When the current governor of São Paulo, Geraldo Alckmin, steps down in 2014, the state will have been in the PSDB’s hands for 20 years. Luiz Inácio Lula da Silva, Brazil’s former president and the PT’s powerbroker, has been plotting to end that hegemony. The plan was to win the mayoralty as a stepping stone to taking the state two years later. Lula arm-twisted the PT’s local bigwigs into dropping their preferred mayoral candidate, Marta Suplicy, a former mayor popular with poor paulistanos but loathed by better-off ones.

In her place Lula installed Fernando Haddad, a former education minister who is unobjectionable, unremarkable and in São Paulo almost unknown. They were close to sealing an alliance with the current mayor, Gilberto Kassab, that would have left the PSDB’s candidate isolated. But Mr Kassab is a close friend of Mr Serra’s. Now Mr Haddad must face a big beast, and probably without Mr Kassab’s backing. Suddenly, the day when the PT takes the PSDB’s stronghold looks further off.

Mr Serra’s previous stint as São Paulo’s mayor ended prematurely. He stepped down after just 15 months to run for state governor, even though he had signed a pledge during the campaign to serve a full four-year term. This is his main electoral liability. Voters suspect that he still harbours presidential ambitions, and would cut short his mayoral term again. But a campaign spent swearing that this time is different will help his main rival for the PSDB’s presidential nomination in 2014, Aécio Neves, a senator from Minas Gerais.

Losing São Paulo would be a big blow for the PSDB. Mr Serra’s return makes that less likely. Uniting around a single presidential candidate would also be a good idea—though Ms Rousseff, a popular and steady incumbent, will be hard to beat in 2014. Mr Serra won his party’s nomination for president in 2010 by sheer force of will and because nobody could think of a way to stop him. Most party activists thought it was time for a fresh face, and his defeat suggests they were right. His late entry to the mayoral race may make it more likely that they get their wish next time. But it also points to the PSDB’s failure to nurture a new generation of leaders.

Governador Alckmin critica resistência à PM na ‘Cidade Universitária’.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) criticou neste sábado, 21, a resistência de parte do Conselho Gestor da Universidade de São Paulo (USP) à presença da Polícia Militar no interior da Cidade Universitária. “Isso é um resquício do período autoritário”, disse.

Alckmin defendeu a ação da PM que, segundo ele, é necessária para oferecer segurança não só aos estudantes, mas também às pessoas que têm acesso ao campus. “É para proteger o cidadão e evitar o crime.” Para o governador, associar o trabalho da segurança pública à repressão é algo que precisa ser ultrapassado. “Estamos vivendo outro momento”, acentuou.

A falta de segurança no campus da USP passou a ser discutida depois do assassinato do estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, no último dia 18, supostamente numa tentativa de assalto num estacionamento do campus, no bairro do Butantã, zona oeste da capital. O governador confirmou que a Polícia Militar vai promover rondas e reforçar o policiamento na área.

“A universidade tem autonomia, mas houve uma decisão do Conselho Gestor de solicitar o apoio da nossa polícia. Vamos colaborar com a segurança feita pela própria universidade e isso não vai tirar a liberdade do estudante.” Ele disse que a forma de colaboração está sendo definida.

Lula está “mamando na elite” – diz FHC

Fernando Henrique Cardoso

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso rebateu nesta segunda-feira (18) as críticas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a respeito de seu artigo publicado na revista “Interesse Nacional”. No artigo, FHC sugeriu ao PSDB evitar disputar com o PT a influência sobre os “movimentos sociais” ou o “povão” e priorizar a nova classe C.

Na última quinta-feira (14), em Londres, Lula disse: “Sinceramente não sei como alguém estuda tanto e depois quer esquecer o povão. O povão é a razão de ser do Brasil”.

Em entrevista ao programa “Começando o dia”, com o jornalista Alexandre Machado, na rádio Cultura FM, de São Paulo, FHC afirmou que “por razões político-ideológicas, dizem que o PSDB é da elite e o PT é do povo, isso não é verdade. Eu me elegi duas vezes presidente, eu fiz as políticas sociais. Quem começou todos esses programas sociais de bolsa foi o meu governo”.

“Agora mesmo o Lula, lá de Londres, está dizendo a mesma coisa, com que moral? O Lula que era contra a privatização está lá falando para a Telefonica, ganhando US$ 100 mil, e o filho dele é sócio de uma empresa de telefonia. São contra a privatização, aderiram totalmente às transformações que nós provocamos e ainda vem nos criticar e dizer que nós somos a favor da elite contra o povo e estão mamando na elite”, disse FHC.

Na semana passada, Lula viajou à Europa a convite da Telefonica, empresa espanhola que em 1998 comprou a Telesp durante o processo de privatização do sistema Telebrás no governo FHC . Em Londres, Lula deu uma palestra em um seminário da Telefonica para banqueiros e empresários. O ex-presidente também foi à Espanha para receber o 3º Prêmio Libertad Cortes de Cádiz e se encontrar com o primeiro-ministro José Luiz Rodríguez Zapatero.

Durante a entrevista, FHC desafiou Lula para uma nova disputa. “O Lula, lá de Londres, refestelado na sua vocação nova, ainda se dá ao direito de gozar que estudei tanto tempo para ficar contra o povo. Ele se esquece que eu o derrotei duas vezes e quem sabe ele queira uma terceira. Eu topo”.

“Se ele quiser discutir, debater comigo, eu estou aberto. E não é porque eu tenha estudado. Eu acho lamentável que um ex-presidente da República o tempo todo faça pregação da ignorância, do não estudo, é patético”, afirmou FHC.

Classe C
De acordo com FHC, houve um “pinçamento” de partes do artigo para dizer que ele sugeriu ao PSDB esquecer o “povão”. “Obviamente, o pinçamento é malicioso, de quem é contra (…) Eu não disse isso. Eu disse uma obviedade, que o PT controla os movimentos sociais”, afirmou.

“As políticas sociais para os mais carentes, eles [PT]estão utilizando de uma maneira demagógica, eleitoralmente. Então eu disse que enquanto isso for assim, nós [PSDB] não temos os recursos políticos para enfrentar isso, mas existe uma parte enorme do povo, a expressão ‘povão’ é do PT em geral, que não participam disso e nós temos muito espaço para avançar nesses setores, as novas classes sociais, a classe C. Foi isso que eu disse, uma obviedade”, afirmou FHC durante a entrevista.

O ex-presidente disse ter sugerido ao PSDB que fale “com a população para ver quais são seus novos anseios de uma sociedade que é muito mobilizada”.

Questionado sobre a reação negativa do PSDB ao seu artigo, FHC afirmou ter recebido declarações favoráveis do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin; do senador Aécio Neves (MG) e do ex-candidato à Presidência José Serra. Ele disse ainda que “a celeuma se dá entre os políticos, a população não está prestando atenção a este tipo de briga”. FHC concluiu a entrevista afirmando que o PSDB não deve discutir intrigas, mas sim os problemas do povo.

Aécio diz que governo Dilma é ‘continuísmo de graves contradições’.

Senador disse que entre partido e sociedade, ‘PT escolheu o PT’.

Fala foi considerada ‘marco’ da oposição após 3 meses de governo Dilma.

Em seu primeiro discurso na tribuna do Senado nesta legislatura, após pouco mais de três meses do governo da presidente Dilma Rousseff, o senador Aécio Neves (PSDB-MG)  fez duras críticas ao PT e ao governo federal.
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“É o início do nono ano de um mesmo governo, quase uma década. Ainda que seja nítido e louvável o esforço da presidente de impor personalidade ao governo, e eu respeito, tem prevalecido a lógica dominante em todo esse período. Não há ruptura entre o velho e o novo, mas o continuísmo das graves contradições dos últimos anos”, disse.

Aécio chamou ainda o PT de ‘adversário’ e disse que o partido não ficou ao lado da sociedade em momentos importantes, como na eleição de Tancredo Neves e dos governos de José Sarney e Itamar Franco, “recusando convocação na história”.

“Para enfrentar a grave desorganização da vida econômica do país e a hiperinflação que penalizava de forma especial os mais pobres, o governo Itamar criou o Plano Real. Neste momento, o Brasil precisou de nós e nós estávamos lá. Os nossos adversários não”, disse. “Sempre que precisou escolher entre os interesses do Brasil e a conveniência do partido, o PT escolheu o PT”, completou Aécio.

O discurso começou às 15h45 e demorou cerca de 23 minutos. Em seguida, começaram os apartes de correligionários e oposicionistas. Aécio chegou por volta das 15h30 ao plenário e foi cumprimentado por senadores de oposição.

Estavam no plenário também deputados federais do PSDB, entre eles o presidente nacional da legenda, Sérgio Guerra, prefeitos, e o ex-governador de São Paulo José Serra, que concorreu à Presidência pelo PSDB. O discurso de Aécio foi considerado pela oposição como um marco após três meses do governo Dilma.

Apesar de dizer que os problemas de inflação enfrentados atualmente por Dilma são “reflexo da farra da gastança descontrolada dos últimos anos”, afirmou reconhecer “os avanços do governo do presidente Lula”.

“Não sou, como todos sabem, daqueles cegos pela paixão política que não se permitem enxergar méritos no adversário. Reconheço avanços no governo Lula.”

Ele disse ainda crer que, no futuro, os governos de Itamar, Fernando Henrique e Lula sejam considerados “um só período da história do Brasil, de estabilidade com crescimento”.

O ex-governador de Minas disse que o governo Fernando Henrique criou programas de transferência de renda que resultaram no atual Bolsa Família. Afirmou que as privatizações, criticadas pelo PT, “definiram a nova face contemporânea do país”. “A democratização do acesso à telefonia celular foi talvez o melhor reflexo dos acertos”, disse.

Oposição
Aécio Neves afirmou ainda que os colegas de oposição têm exercido a função com “coragem e coerência”. “Repito que tem dito Geraldo Alckmin [governador de São Paulo]:  ser oposição é tão patriótico quanto ser governo. Faço uma homenagem aos companheiros do PSDB, DEM e PPS pela coragem e coerência com que têm honrado os votos das urnas.”

Aécio Neves disse ainda que o governo brasileiro vende um “Brasil cor-de-rosa apoiado pela farta e difusa propaganda”, e também citou o corte de gastos anunciado pelo governo federal.

“Escondido sob o biombo eleitoral montado, o desarranjo fiscal, tantas vezes por nós denunciado, exige agora um ajuste de grande monta que penalizará investimentos anunciados com pompa e circunstância.”

Morre em São Paulo o senador “Romeu Tuma”

Vida política


Romeu Tuma exerceu dois mandatos como senador por São Paulo. Durante a campanha eleitoral deste ano, foi internado e não conseguiu se reeleger.

Em 1994, disputou pela primeira vez uma eleição e se elegeu senador com mais de 5,5 milhões de votos. Em 2000, foi candidato à Prefeitura de São Paulo, mas terminou em quarto lugar. Nas eleições de outubro de 2002, recebeu 7,27 milhões de votos e obteve novo mandato de senador, com vigência até 2011.

Tuma foi o primeiro corregedor parlamentar do Senado Federal. Pertencia ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa.

Dois de seus filhos seguiram a carreira política. Romeu Tuma Júnior foi deputado estadual em São Paulo e secretário nacional de Justiça. Robson Tuma foi deputado federal até 2006.

Carreira policial
Nascido na capital paulista em 4 de outubro de 1931, Tuma era policial, formado em direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Ele ingressou na carreira policial aos 20 anos. Durante o regime militar, tornou-se investigador e delegado de polícia em 1967, quando ingressou no Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Dops). Um dos organismos de repressão da ditadura, o Dops era apontado por presos políticos como local de prática de tortura, o que Tuma negava. Ele exerceu o cargo de diretor de polícia especializada entre 1977 e 1983.

Em 1983, assumiu a Superintendência da Polícia Federal de São Paulo e logo depois o cargo de diretor-geral da PF, função em que permaneceu até 1992. Ainda nesse posto, acumulou os cargos de Secretário da Receita Federal e Secretário da Polícia Federal. Em 1991, também passou a ocupar uma vice-presidência da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).

Permaneceu como diretor-geral da PF até 1992, quando acumulou o cargo de Secretário da Receita Federal, no governo do presidente Fernando Collor. De 1992 a 1994, foi assessor especial do governador de São Paulo, com status de Secretário de Estado.

Entre os seus trabalhos policiais de maior repercussão, está a descoberta da ossada de um dos mais procurados criminosos de guerra nazistas, Joseph Mengele, e a captura do mafioso italiano Thommaso Buscheta.

Veja abaixo as reações de políticos e autoridades, nesta terça (26) à morte de TUMA (PTB-SP):

Aloizio Mercadante, senador (PT-SP)
“Romeu Tuma prestou relevantes serviços ao estado de São Paulo e ao Brasil como senador da República e foi extremamente dedicado a todos os temas relacionados à segurança pública. Nestes últimos anos, foi parceiro na sustentação parlamentar do Governo Lula. E se dedicou muito à integração sul-americana como parlamentar eleito para integrar a bancada brasileira do Parlamento do Mercosul.”

Álvaro Dias, senador (PSDB-PR)

“Sua ausência será sentida sim, em razão da contribuição que sempre ofereceu como parlamentar, mas sua ausência será sentida principalmente em razão do ser humano cordato, parceiro sempre. Não foram poucas vezes que o vimos transbordar lágrimas quando tratava de questões que atingiam sua alma.”

Carlos Pereira, Movimento Tortura Nunca Mais-SP
“Nunca fui torturado por ele, mas pessoas informaram que ele era conivente com a prática. Pena que os arquivos da ditadura não foram abertos para que a gente pudesse punir as pessoas que torturaram ou facilitaram a tortura.”

Cristovam Buarque, senador (PDT-DF)
“Perdemos um colega cordial, um colega que se aproximava de cada um de nós como amigo.”

Delcídio Amaral, senador (PT-MS)
“Triste com a perda do amigo, companheiro e conciliador, o senador Romeu Tuma. O Senado e o Brasil perdem uma grande figura humana.”

Demóstenes Torres, senador (DEM)
“O senador Tuma vai fazer falta ao cenário político brasileiro, mas com certeza tem o seu nome inscrito nas posições mais altas da República.”

Eduardo Suplicy, senador (PT-SP)
“O senador Romeu Tuma deu sua contribuição [à política brasileira], inclusive com sua experiência na área de segurança e sistema penitenciário. (…) Quero expressar a dona Zilda [mulher] e aos filhos e netos do Romeu Tuma os meus sentimentos e pesar.”

Fernando Henrique Cardoso, sociólogo, ex-presidente da República
“Lamento a perda de um homem que, mesmo no tempo do regime militar, sempre se mostrou cordial e aberto ao diálogo. Foi um senador que não deslustrou São Paulo.”

Geraldo Alckmin, governador eleito de São Paulo (PSDB)
“Romeu Tuma foi um grande homem público. Sua morte é uma perda para São Paulo e para o Brasil. Compartilho do profundo pesar dos amigos e familiares.”

Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo (DEM-SP)
“O senador Romeu Tuma é um exemplo de dedicação à vida pública. Exerceu com competência cargos importantes em nosso país. Quero, neste momento de dor, desejar paz para a sua família.”

Gim Argelo, senador (PMDB-DF)
“Foi um modelo de brasileiro, um brasileiro que dignificou muito sua passagem por esta Casa, pelo Senado, pelas comissões, por tudo o que representou para o estado de São Paulo e para o povo.”

Jair Krischke, Movimento Justiça e Direitos Humanos
“Acho que com a morte do Tuma deixa de se saber uma série de coisas importantes para conhecer a história do Brasil, em relação ao papel dele como repressor, como dirigente do Dops [Departamento de Ordem Política e Social] em São Paulo.”

José Sarney, presidente do Senado (PMDB)
“Ao longo de sua longa e rica trajetória na vida pública, o Senador Romeu Tuma logrou, por suas excepcionais qualidades, converter-se em ponto de referência para muitas gerações. (…) Era uma pessoa de bem, que tinha o gosto da convivência e da amizade. (…) A admiração pessoal há longa data converteu-se em amizade, e essa extrapolou também para nossas esposas e filhos. No Senado e na vida pessoal Romeu Tuma fará falta.”

José Serra, candidato a presidente da República pelo PSDB
“Perco um grande amigo, um senador dos mais brilhantes. Quero me solidarizar com a família dele neste momento.”

Luiz Flávio Borges D’Urso, presidente da OAB-SP
“O Brasil perde um grande homem público, que mesmo tendo ocupado o cargo de diretor-geral do DOPS durante a ditadura foi reconhecido por todos, inclusive pelos presos políticos, como um homem de diálogo. Sempre se destacou na carreira policial e na política ao longo dos dois mandatos que cumpriu no Senado, demonstrando ser um homem probo e preocupado com os interesses públicos.”

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República
“Romeu Tuma dedicou grande parte da vida à causa pública, atuando de forma coerente com a visão que tinha do mundo e, por isso, merece o reconhecimento e o respeito dos brasileiros.
No Senado, deu contribuição especial ao debate da segurança pública no país, sempre com empenho e ideias inovadoras. Neste momento de dor, quero me solidarizar com sua família, amigos e admiradores.”

Marco Maciel, senador (DEM-PE)
“Era extremamente assíduo, comparecia a todas as sessões do Congresso e do Senado. […] Era um homem público na plena acepção da palavra. Se dedicava exclusivamente ao Senado, que honrou, através de seu desempenho, não apenas no plenário, mas nas comissões de que participou.”

Marta Suplicy, senadora eleita (PT-SP)
“Neste momento, presto respeito e solidariedade à dor da família e amigos do senador Romeu Tuma.”

Michel Temer, presidente da Câmara dos Deputados (PMDB-SP)
“Foi um grande brasileiro, que deu sua contribuição em todas as áreas em que atuou.”

Marisa Serrano, senadora (PSDB-MS)
“Tristeza pela morte do senador Romeu Tuma. Meus sentimentos aos familiares e amigos.”

Orestes Quércia, ex-governador (PMDB-SP)
“Lamento o que aconteceu. O Tuma teve uma grande importância e cumpriu seu papel durante anos no Senado e no processo político brasileiro.”

Paulo Maluf, deputado federal (PP-SP)
“Romeu Tuma foi um grande político, homem exemplar, bom delegado de polícia, nunca andou armado, sempre prestou excelentes serviços em todos os postos em que esteve. Trabalhou comigo, quando fui governador do Estado, chefiando com competência o Dops (Departamento de Ordem Política e Social). Sua morte é lamentável e deixa um lugar difícil de ser preenchido. “

Paulo Skaf, presidente da Fiesp
“Lamento a morte do senador Romeu Tuma, do PTB de São Paulo, um homem simples, trabalhador e preocupado com um dos maiores problemas brasileiros, a segurança. Tivemos, nesses anos de sua atuação parlamentar, um permanente contato no debate de vários problemas brasileiros, sempre com independência e respeito. Aprendi, assim, a lhe admirar por um inegável compromisso ético com a vida pública.”

Pedro Simon, senador (PMDB-RS)
“Tuma mostrava que um homem não é escravo do seu ambiente, de sua sociedade. Um homem pode viver nas circunstâncias que viver. Ele tinha tudo para ser sacerdote, bispo, pastor, do bem, tinha tudo para ser homem voltado à atividade social, do bem, e era um policial, um policial do bem.”

Roberto Jefferson, presidente do PTB
“É uma pena, Tuma foi um grande brasileiro, um homem que honrou São Paulo, honrou seu mandato parlamentar, honrou a Polícia Federal, um homem honrado, um homem de bem. Não fez carreira escandalizando pessoas como esses delegados novinhos querendo fazer carreira esculhambando pessoas. Ele era um homem poderoso, mas que nunca abusou do poder.”

Roberto Requião, senador eleito (PMDB-PR)
“Morreu Romeu Tuma, o senador que me ajudou a desmontar a trama dos precatórios na CPI . Era amigo, e assim lembro dele.”

Ronaldo Caiado, deputado federal (DEM)
“Fui colega de partido do senador Romeu Tuma. Um político respeitável, pulso firme. Lamento muito a morte dele.”

Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB
“Como servidor público e político, Romeu Tuma ocupou cargos e participou de importantes etapas da vida nacional, inclusive, colaborando para o processo democrático brasileiro. Em todos eles, demonstrou preocupação com as leis e com a cidadania e manteve sempre o espírito público. No Senado, trabalhou para que tivéssemos uma instituição mais transparente e mais honrada. Perdemos hoje um valoroso homem público e um bom amigo.”

Serys Shlessarenko, senadora, segunda vice-presidente do Senado (PT-MT)
“Tuma sempre teve uma atuação muito determinada em todos os aspectos junto ao Senado. Aonde quer que o senhor esteja, obrigado por fazer parte da história do nosso país”.

Na véspera da eleição, Alckmin tem 55% dos votos válidos e venceria no primeiro turno – diz DATAFOLHA (02/10/10)

Mercadante (PT) tem 28%; juntos, adversários, tem 45%

O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin manteve a vantagem sobre seus adversários e venceria a disputa pelo governo de São Paulo no primeiro turno se a eleição fosse hoje. É o que mostra pesquisa Datafolha concluída na véspera da votação, na qual o tucano aparece com 55% das intenções de votos válidos. A soma das indicações a seus adversários soma 45%. Para vencer a eleição, o candidato precisa obter 50% dos votos válidos mais um. Essa contagem exclui as opções em branco e anuladas.

Principal adversário do ex-governador do PSDB na corrida eleitoral, Mercadante tem 28% das intenções de votos válidos. Em seguida aparecem Celso Russomano (PP), com 9%, Skaf (PSB), com 5%, e Fábio Feldman (PV) e Paulo Bufalo (PSOL), com 1% cada um deles. Os candidatos Mancha (PSTU), Anaí Caproni (PCO) e Igor Grabois (PCB) foram citados mas não atingiram 1% dos válidos.

Considerando o total de votos – com a inclusão de brancos, nulos e indecisos -, Alckmin tem 50%, um ponto a mais do que na pesquisa Datafolha realizada no início da semana. O senador petista, nesse caso, obtém 26%, oscilação de um ponto na comparação com o levantamento anterior, enquanto Russomano permanece com 9% e Skaf oscila de 4% para 5%. Fábio Feldman e Bufalo têm 1%, cada, e os demais foram citados mas não atingiram esse patamar.

Foram ouvidas 3248 pessoas em 66 cidades entre os dias 1 e 2 de outubro. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos para mais ou para menos.

Entre os eleitores paulistas, 55% sabem o número correto do candidato a governador escolhido, ante 50% no início da semana. Esse percentual é mais alto entre os que votam em Mercadante (62%, alta de quatro pontos) e Alckmin (60%, alta de quatro pontos) do que entre aqueles que optam por Russomano (24%, alta de quatro pontos) e Skaf (32%, alta de quatro pontos).

Na simulação de segundo turno entre Alckmin e Mercadante, o candidato do PSDB é apontado por 59% dos eleitores paulistas. Mercadante fica com 34%.

Marina (PV) e Serra (PSDB) empatam entre alunos, professores e funcionários da USP – diz DATAFOLHA (20/09/2010)


Alunos, professores e funcionários têm escolhas diferentes

Em pesquisa Datafolha – ECA/USP a menos de 20 dias para o primeiro turno das eleições, na USP – Universidade de São Paulo, a candidata do PV à presidência da República, Marina Silva, tem 30% e José Serra (PSDB) tem 27% das intenções de voto na USP. Considerando a margem de erro máxima para essa amostra, de três pontos percentuais para mais ou para menos, Marina poderia ter entre 27% e 33%, e Serra, entre 30% e 24%, configurando um empate técnico. Dilma Rousseff (PT) tem 21% das citações e Plínio (PSOL), 7%. Com 1%, cada surgem os candidatos Zé Maria (PSTU) e Eymael (PSDC). Ivan Pinheiro (PCB) foi citado porém não alcançou 1% das intenções de voto na maior universidade do país. Dos entrevistados, 9% anulariam o voto, e 1% votariam em branco. Não sabem, 3%.

Para essa pesquisa, foram ouvidos 1014 entrevistados, de 16 anos ou mais, nos dias 14, 15 e 16 de setembro de 2010 em 29 faculdades ou institutos da USP na cidade de São Paulo, sendo 698 alunos de graduação ou pós-graduação, 154 docentes e 162 funcionários da Universidade de São Paulo. A abordagem aleatória foi realizada por alunos da ECA – Escola de Comunicação e Artes da USP, que cursam o 4º semestre de Jornalismo, instruídos pelo Datafolha. A pesquisa de campo, de responsabilidade dos alunos, foi supervisionada pelo Prof. Dr. José Coelho Sobrinho, responsável pela cadeira de laboratório de jornalismo impresso, e processada pelo Datafolha. A margem de erro máxima para essa pesquisa é de 3,0 pontos percentuais para mais ou para menos.

Entre os alunos de graduação e pós-graduação, Marina tem 31% das intenções de voto, Serra tem 28% e Dilma 20%. Entre os professores da USP, porém, as preferências se modificam e Serra se destaca, com 38% das citações, ante 25% de Dilma e 22% de Marina. Entre os funcionários não docentes, mais uma vez as preferências se alteram, e Dilma passa a 37%, Marina, a 28% e Serra, 14%.

A pluralidade da maior universidade do país pode ser notada também entre as faculdades e/ou institutos. Quando cruzadas, as preferências nas faculdades são bastante heterogêneas, como pode ser notado. Na FEA – Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, 45% escolhem o Serra como seu candidato, contra 27% de Marina e 16% de Dilma. Na POLI – Escola Politécnica, 45% declaram seu voto ao tucano, 27% a Marina, e 16% a Dilma. Na FFLCH – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas entretanto, Dilma tem 30%, Marina, 27% e Serra, 13%. Na EACH – Escola de Artes e Ciências e Humanidades, na USP – Leste, por sua vez, 37% afirmam votar em Marina, 25% em Serra e 19% em Dilma. Na Faculdade de Medicina, Serra tem 41%, Marina, 25% e Dilma, 8%. Na ECA – Escola de Comunicação e Artes, 30% votam em Marina, 29% em Dilma e 13% em Serra.

Lula é aprovado por 53% da comunidade uspiana

Perguntados sobre a avaliação do presidente Lula, 7% dos entrevistados afirmam que Lula está fazendo um ótimo governo e 46% que o seu governo é bom. Outros 36% acham o governo de Lula regular, 7% ruim e 3% péssimo. Entre as faculdades, a melhor avaliação de Lula é na Faculdade de Direito, onde ele obtém 66% de aprovação e a maior reprovação é na POLI, com 16% de citações “ruim ou péssimo”. Na ECA, Lula alcança 14% de citações para “ótimo”, 44% para “bom”, 36% “regular”, 4%, “ruim”, e outros 2% “péssimo”.

Entre os segmentos funcionais e estudantis da USP, aprovam mais Lula os funcionários, dos quais 69% afirmam que ele está fazendo um ótimo ou bom governo. Dos alunos, esse índice é de 52% e entre os professores, 51%. Desaprovam, 7% dos funcionários, 9% dos alunos e 24% dos docentes. Acham-no regular 38% dos alunos, 25% dos funcionários e 25% dos docentes.

Já entre as categorias internas da USP, Lula alcança nota média de 7,0 entre os funcionários, 6,2 entre os alunos e 5,9 entre os professores.

Alckmin (PSDB) tem 39% na USP;
Mercadante (PT) ganha entre os funcionários

Geraldo Alckmin (PSDB) tem 39% das intenções de voto na maior universidade pública do país. Ele é seguido por Aloizio Mercadante (PT), com 25%, Skaf (PSB), com 6%, Fabio Feldmann (PV), com 3%, Paulo Búfalo (PSOL) e Celso Russomano (PP), ambos com 2%, cada. Mancha (PSTU) é citado mas não alcança 1% das intenções de voto. Anulam seu voto 13% dos entrevistados, votam em branco, 2% e outros 6% não souberam responder.

Entre os docentes, o tucano se destaca, dos quais 43% afirmam votar no candidato, contra 26% que votariam em Mercadante, 6% em Fabio Feldmann e 1% em Skaf. Entre os alunos, 39% votam em Alckmin, 24% em Mercadante, 6% em Skaf e 3% em Fabio Feldmann. Caracterizando a heterogeneidade dos públicos presentes na maior universidade do país, entre os funcionários, o cenário entre os principais postulantes ao governo paulista se modifica, e o petista Aloizio Mercadante se destaca, com 39% das citações, contra 32% de Geraldo Alckmin, 5% de Skaf, e com 4% cada, Feldmann e Russomano.

Plural, inclusive entre as inúmeras faculdades, a USP demonstra seus diversos contornos também quando se trata de eleições. Na EEFE – Escola de Educação Física e Esportes por exemplo, 61% afirmam votar em Alckmin, 11% em Mercadante, e 2% em Skaf. Já na FFLCH – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, 33% afirmam votar no petista, contra 20% que dizem votar no tucano e 6% em Skaf. Na POLI – Escola Politécnica, Alckmin ganharia com 51% dos votos, contra 19% de Mercadante. Na ECA – Escola de Comunicação e Artes, outro cenário: 35% Alckmin, 32% Mercadante, 3% Feldmann e 2% Skaf. Entre as faculdades, o maior índice pró-Alckmin é na FEA – Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (70%), assim como o maior índice pró-Mercadante está na FFLCH (33%). Entre os candidatos com menores citações, destaca-se Paulo Búfalo, também na FFLCH (5%) e Skaf, na Faculdade de Direito (8%). No pólo USP – Leste, Mercadante tem 26% das intenções de voto, contra 40% de Alckmin.