Donald Trump e a vitória da anti-razão – por Moacir Pereira Alencar Júnior

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Este artigo foi publicado em 15 de novembro de 2016, no site da Revista Amálgama (http://www.revistaamalgama.com.br/11/2016/donald-trump-e-vitoria-da-anti-razao/ )

Em janeiro, quando a corrida pela indicação dos futuros candidatos à presidência americana estava a todo vapor e ganhando formas mais definidas, muito surpreendia o nome de um outsider da política tradicional – era Donald Trump entre os quadros dos possíveis presidenciáveis do Partido Republicano. Muitos consideravam tratar-se de um simples “amor de verão” de 2015, onde um candidato que sempre se manteve alheio à política (visto por muitos como um mero empresário e magnata imobiliário e um pop star televisivo) não viesse a prosperar.

Pesquisa divulgada pelo Pew Research Center (PRC) na primeira quinzena de janeiro indicava que Hillary Clinton e Donald Trump possuíam ligeira vantagem diante de seus respectivos adversários de partido. Um dado curioso é que entre eleitores republicanos Bernie Sanders possuía índice de reprovação menor caso viesse a ser um potencial candidato a presidente pelo Partido Democrata: “apenas” 60% dos eleitores republicanos reprovavam Sanders, frente a uma reprovação de 80% dos republicanos diante de uma potencial presidência encabeçada por Hillary Clinton. Um sinal de que os velhos clãs políticos – de ambos os partidos – estavam desgastados e sendo repelidos por grande parte do eleitorado. Vale ressaltar que entre os republicanos, Jeb Bush, de outro clã político tradicional, tinha a maior taxa de rejeição (36%).

Problemas econômicos que ainda marcam profundamente os EUA desde a crise de 2008, somado ao tema da imigração mal resolvida e a problemas com a segurança das fronteiras foram se tornando um prato cheio para os discursos teatrais de Trump. O ataque terrorista de San Bernardino, na Califórnia, também serviu de alavanca de propulsão para o discurso do medo e da cisão social praticado pelo magnata, com uma reação tímida e mesmo inócua do Partido Republicano diante dos rumos que a campanha tomava.

Em março a força necessária para Trump assumir de vez a liderança das prévias entre os republicanos se concretizou: a vitória avassaladora da Superterça. Dos onze estados em jogo, Trump conquistaria sete estados, e abriria larga vantagem diante do establishment republicano. A inatividade congressista dos republicanos produziu o sucesso e desempenho de Trump.

O fato de Trump ser o mais desqualificado candidato à presidência na história republicana era evidente. No outro lado da disputa, Hillary tinha o controle da máquina do Partido Democrata, e tinha o apoio explícito dos superdelegados, deixando Sanders (senador com dois mandatos por Vermont) com mínimas chances de disputar o processo em pé de igualdade diante do clã Clinton. Mesmo assim, Sanders, com um discurso mais à esquerda dentro do espectro político do partido (discurso contra Wall Street e as políticas econômicas) conseguiu bater Hillary em alguns estados, e ganhou sempre com folga entre os votantes com menos de 40 anos com uma visão anti-establishment, assim demonstrando certa fragilidade que acompanharia a candidatura de Hillary até novembro.

Junto ao sentimento anti-establishment que se encontrava cada vez mais forte no eleitor americano, havia também um sentimento de polarização partidária em escala nunca antes vista. Estudo também realizado pelo PRC em 2014, com mais de dez mil eleitores, mostrava um maior engajamento e participação no processo político entre a população.

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A proporção de americanos que expressam opiniões consistentemente conservadoras ou consistentemente liberais dobrou nas últimas duas décadas, de 10% para 21%. Como resultado, a quantidade de sobreposição ideológica entre as duas partes diminuiu. O republicano “mediano” ou típico é agora mais conservador do que 94% dos democratas, em comparação com 70% há vinte anos. E o democrata mediano é mais liberal do que 92% dos republicanos, acima de 64% apresentado em 1994. Entre os republicanos e democratas que estão altamente envolvidos na política, 70% agora assumem posições que são na maior parte ou consistentemente em linha com a tendência ideológica do seu partido.

Dentro deste clima de polarização, a antipatia e a intolerância entre as visões ideológicas dos dois eleitorados ficaram mais visíveis a ponto de pessoas evitarem o convívio e a associação com outros indivíduos que não possuíssem pontos de vista compatíveis – fenômeno similar ao ocorrido no Brasil nas eleições presidenciais de 2014.

Com este cenário, Donald Trump soube usar o rancor e o ressentimento de certos setores da sociedade civil que se sentiam abandonados e os conclamou a segui-lo numa aventura nada grandiosa, manipulando os ingredientes de preconceito e irracionalismo destrutivo que estavam adormecidos, vertendo ódio e fundamentalismo, assim como fanatismo em certos momentos. A polarização também chegou à mídia televisiva, casos da FoxNews  (conservadora) e MSNBC (liberal).

Não surpreendeu, portanto, quando os mais “célebres” pronunciamentos de Trump evocavam coisas como: “expulsaremos onze milhões de imigrante ilegais”,  “forçaremos o México a pagar pelo muro que construiremos na fronteira sul”, “derrotaremos o Estado Islâmico muito rapidamente e como bônus tomaremos seu petróleo”, “impediremos os muçulmanos de imigrar para os EUA”, etc. Era um discurso onde jogava para a platéia. Sem contar o prazer que ele apresentava em exaltar figuras anti-americanas como o presidente russo Vladimir Putin, exemplo daquilo que a América jamais deveria ser; além de provocar simpatia e ganhar elogios de instituições como a Ku Klux Klan, a cada discurso de cisão e ódio veiculado.

Os tradicionais valores republicanos foram sendo atacados a cada fala e a cada ato de campanha de Trump. A retórica imprudente que antes era deixada à margem do partido, e só ecoava em figuras como Sarah Palin e Ann Coulter na atualidade, ou Pat Buchanan nos anos 90, agora passaria a reger a principal figura que disputava a Casa Branca. Nenhum grande candidato à presidência jamais foi tão desdenhoso do conhecimento, tão indiferente aos fatos, tão despreocupado por sua “ignorância”.

Nem mesmo um manifesto “Against Trump”, feito por figuras de relevo do partido republicano e pela principal revista conservadora do país (National Review), conseguiu parar o progresso da campanha de cisão social e mal-estar perante a sociedade americana. Para muitos republicanos ele representa o perigo mais sério para o movimento conservador desde a extrema-direita dos anos 50 da John Birch Society.

Com sua vitória conclamada em 9 de novembro, muito espanto e incertezas se criaram no horizonte da política interna e externa. Conforme destacava Alexis de Tocqueville, em Democracia na América, as administrações estaduais americanas possuem seus próprios setores de governo e sua própria constituição, além de existir grupos de cidadãos que em conjunto buscam contrabalancear o poder do governo federal. Todo cidadão tem na Constituição a garantia de certos “direitos inalienáveis”. No entanto, um dos problemas mais graves da democracia na América é a “tirania da maioria”. Criam-se fortes pressões sociais para se internalizar o controle social. Os cidadãos são leais ao “aplauso a si mesmo”. Que esta tirania do rancor e do ressentimento levada às urnas por boa parcela do eleitorado que votou em Donald Trump não recrie um cenário que foi marcadamente vergonhoso para a história americana até a segunda metade do século XX, onde cidadãos estavam ligados à democracia, mas viviam em sociedades paralelas.

Os primeiros discursos como candidato vitorioso e suas primeiras nomeações não parecem dar certezas de uma ruptura profunda entre o Trump bufão e inconsequente e o Trump de fato e de direito da Casa Branca. Logicamente que as duas casas legislativas que serão comandadas pelos republicanos (Câmara e Senado) poderão tentar contrabalancear qualquer ato impulsivo ou desequilibrado de Trump como chefe do Executivo, mas toda atenção será necessária por parte de todos os cidadãos do mundo.

Steve Bannon, “estrategista chefe e conselheiro sênior” do presidente eleito, nomeado nesta semana, tem um passado e presente controverso. Sua ascensão nos últimos tempos como gestor do site Breitbart News levanta questionamentos sobre sua capacidade de adequar sensatez e equilíbrio à realidade social americana. Muitos taxam este site como “um polo do nacionalismo étnico branco”, o que parece ser um fato concreto, já que David Duke, ex-“imperial wizard” da Ku Klux Klan, chamou a escolha de “excelente” e disse que Bannon estava “basicamente criando os aspectos ideológicos para onde estamos caminhando”.

O presidente Obama, em seus últimos dois meses de Casa Branca, faz seu papel rumo a uma transição conciliadora para o governo Trump, e ainda diz acreditar num Trump pragmático no governo, mantendo algumas políticas atuais americanas na política interna e externa. Segundo Obama: “Uma das ótimas coisas sobre os EUA é que em temas mundiais nossa influência é resultado não apenas do presidente, mas de múltiplas interações que envolvem diversos atores. Isso é o que nos torna uma nação indispensável em manter a ordem no mundo.”

Esperemos que uma ideologia tóxica e desagregadora não domine a Casa Branca e a democracia americana.  Que todos ajam como no “Panóptico” (máquina capaz de ver tudo o tempo todo) de Jeremy Bentham, e fiquem de olhos abertos nos rumos que a gestão Trump tomará a partir de 20 de janeiro de 2017. Que um estado permanente e consciente de visibilidade assegure o funcionamento do Estado representativo, constitucional, evitando desvios e possíveis retrocessos.

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Populismo deixa rastro de ruínas no continente – Opinião O Globo

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Na alternância cíclica entre autoritarismo e abertura política, o nacional-populismo aparece como atalho perigoso, que impede a reconstrução democrática

A América Latina, como mostra a História, é marcada por ciclos alternados de autoritarismo e abertura política. Infelizmente, não é raro que, ao sair de um regime ditatorial, o caminho à democracia plena se veja desviado perversamente por atalhos populistas, também autoritários, interrompendo o processo de reconstrução das instituições fundamentais da república. Em nome de uma ideia difusa de “libertação” ou da “defesa nacional” contra um inimigo externo, adultera-se a democracia, intervém-se na economia, personaliza-se o que é público, apadrinham-se segmentos da sociedade e corrompem-se agentes do Estado e atores da sociedade, com alto custo para o desenvolvimento político, econômico e social.

Argentina e Venezuela são hoje exemplos bastante típicos desse processo. Bolívia e Equador também, mas sem ainda enfrentar tantas dificuldades econômicas.

Com os bons ventos da economia internacional, expressos sobretudo na valorização dos preços das commodities, Buenos Aires e Caracas falaram grosso em nome do bolivarismo, categoria política incensada por Hugo Chávez, supostamente a favor do povo e contra o capital e o mercado. O kirchnerismo é da mesma família do bolivarianismo. Os dois países recorreram à retórica nacionalista dos regimes militares para intervir na economia: a Venezuela desapropriou e estatizou empresas; ambos controlaram preços e o câmbio; destruíram institutos de estatística econômica; se isolaram da economia global com políticas protecionistas; cortaram juros a canetadas; subsidiaram setores específicos; e aumentaram salários acima da produtividade real da economia.Quando estourou a crise internacional em 2008 e os desequilíbrios de suas políticas econômicas bateram firme no bolso da sociedade, o lado autoritário desse nacional-populismo tomou a forma visível da repressão, para conter revoltas e coibir a decepção generalizada. No caso venezuelano, vê-se um país à beira de uma ditadura formal, com a prisão de líderes da oposição, repressão violenta contra manifestantes, cerceamento da imprensa, desequilíbrio entre os poderes, e todo tipo de coerção contra candidatos às eleições parlamentares, cujo realização é incerta. Na Argentina, assiste-se ao ataque contra a imprensa profissional e até mesmo à morte mais que suspeita do procurador que investigava a presidente Cristina Kirchner.

No Brasil, as instituições republicanas mostraram até agora boa resistência às tentativas de hegemonização política do lulopetismo, representante deste nacional-populismo. Mas, no campo da economia, a adoção da “nova matriz macreconômica” empurrou o país para o mesmo caminho de infortúnio dos vizinhos bolivarianos.

O resultado, uma grave crise sem perspectiva de solução a curto prazo, cobra seu preço sobretudo da população mais pobre, inclusive aquele segmento que deixara estatisticamente a pobreza absoluta e corre agora o risco de retroceder. Por ironia, em nome de quem opera o populismo.

O GLOBO , 18 de outubro de 2015

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/opiniao/populismo-deixa-rastro-de-ruinas-no-continente-17800377#ixzz3oxuyESLv
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Grandes Economistas IV

Milton Friedman ( 1912-2006 )

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Para Friedman, havia uma relação entre economia e política, segundo ele, as organizações econômicas possuiam importante papel na promoção da liberdade. Ele acreditava que o capitalismo competitivo promovia liberdade econômica, de modo que a forma econômica viesse a ser  a responsável pelo controle do poder político.

Em suma, Friedman e os neoclássicos vêem as relações patrão-empregado como um processo de liberdade na negociação do contrato de trabalho. A liberdade político econômica só sofre com a intervenção do estado na economia quando há excessos por parte de algumas forças monopolistas (podendo vir a acarretar imperfeições no mercado).

A teoria dos mercados neoclássica tem o fundamento da oferta e da demanda como um de seus pilares, sendo o grau de escassez um elemento de extrema importância, uma vez que a lei da oferta e procura determinam os preços e as relações financeiras.

Um dos problemas ressaltados por Friedman são as imperfeições do mercado, que quando não combatidas, provocarão um efeito conhecido como “externalidade”, que é o efeito da transação de  duas pessoas sobre outra que não consentiu ou participou da mesma.

Grandes Economistas II

John Maynard Keynes ( 1883-1946 )

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Keynes contesta as hipóteses liberais  de que as forças de mercado conduzem ao equilíbrio econômico.

Segundo Keynes, as crises ocorrem quando o investimento na economia não é suficiente para garantir o pleno emprego da força de trabalho existente.

Para Keynes, a crise deve ser combatida com o aumento dos gastos públicos, com o objetivo de suprir a deficiência de demanda do setor privado, o que viria a diminuir o desemprego.

Na prática , sua política econômica persegue o pleno emprego por meio da criação de frentes de trabalho, mecanismos de controle de crédito, além da fixação de salários mínimos e limitação da jornada de trabalho. Além dele ser a favor da ampliação de modernos sistemas previdenciários.

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‘Cenário no qual as idéias de Keynes ganham importância’


A expansão do crédito bancário, a especulação financeira no EUA e a superprodução deflagraram uma grave crise econômica, que chegou ao auge com a quebra da Bolsa de Nova York. Mais de 9 mil bancos e 85 mil empresas decretaram falência e a cotação das ações caíram em média 85% entre 1929 e 1932.

A redução de salários chegou a 60% e o desemprego atingiu 13 milhões de norte-americanos. A crise ganhou dimensão mundial com a diminuição do crédito dos EUA a outros países e a elevação das tarifas alfandegárias dos norte-americanos, que provocaram retração no comércio internacional.

No auge da crise provocada pela quebra da Bolsa de Nova York, Franklin Roosevelt assumiu a presidência dos EUA e lançou o New Deal ( Novo Acordo ), programa de reformas econômicas e sociais. Influenciado pelas idéias de John Maynard Keynes, Franklin Roosevelt criou frentes de trabalho, mecanismos de controle de crédito e um banco para financiar as exportações.

Entre outras medidas, fixou salários mínimos, limitou a jornada de trabalho e ampliou o sistema de Previdência Social.

Em 1937, o número de desempregados nos EUA havia sido reduzido pela metade, e a renda nacional, crescido 70%.

Grandes Economistas

Adam Smith  ( 1723 – 1790 )adam-smith

Economista britânico, que defendia que a teoria do valor era oriundo do “trabalho”.

Ele defende o combate aos monopólios públicos e privados, além de  defender a não-intervenção do estado na economia e a sua limitação as funções públicas de manutenção da ordem, da propriedade privada e da justiça.

Ele crê que a liberdade de negociação do contrato de trabalho entre patrões e  empregados é vital, e também defende o livre comércio entre os povos.

Para Smith, as ações de indivíduos agindo em seu próprio interesse, ao se somarem, formariam uma mão invisível que conduziria a economia pelo bom caminho do crescimento e da estabilidade.

Segundo Smith, a divisão do trabalho é necessária, porque com a divisão das atividades em uma manufatura, tenderemos a ter um aumento na escala produtiva.

Para ele , quando um mercado é reduzido, não é certo dedicar-se a uma única ocupação, novos mercados consumidores devem ser desbravados.

Para Smith, o trabalho é a medida do valor de troca de todas as mercadorias, onde cada atividade será valorizada segundo seu grau de dificuldade e sabedoria.

Ele trata  a quantidade de trabalho para fabricar um bem e a quantidade de trabalho necessária para comprá-lo como iguais.  Ele também conclui,  que a acumulação de capital antecede à divisão do trabalho, fazendo com que haja aprimoramento das forças produtivas, e assim ocorra um constante processo de  acúmulo de capitais.

David Ricardo ( 1772 – 1823 )

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Segundo o economista britânico, o capital pode ser classificado como  circulante ou fixo. O capital circulante pode girar ou voltar à aquele que o aplica, em períodos muito desiguais.

Exemplo: O trigo comprado por um lavrador para semente (plantio), é um capital fixo. Enquanto o trigo comprado pelo padeiro para fazer pão, é um exemplo de capital circulante. ( O padeiro pode transformá-lo em farinha, vendê-lo como pão e em curto período terá capital livre para repetir o que fez. )

Para Ricardo, sendo invariável a quantidade de trabalho, o aumento de seu valor promove uma diminuição no valor de troca das mercadorias em cuja produção se emprega capital fixo.

Quando a questão é a quantidade de trabalho,  Ricardo conclui que ele deve ser estimado pelo seu valor real, ou seja, a quantidade de trabalho mais o capital empregado para produzir a mercadoria mais o tempo para colocar o bem no mercado. Sendo que, os proprietários de terra viverão de renda da terra, os trabalhadores assalariados, de salários, e os arrendatários capitalistas, de lucros do capital.

Na Teoria das Vantagens Comparativas, ele demonstrou que duas nações podem beneficiar-se do comércio livre, mesmo que uma nação seja menos eficiente na produção de todos os tipos de bens do que o seu parceiro comercial .

Cada nação deve buscar seu bem estar econômico, dando prioridade ao que há de mais competitivo em sua economia.