“Um cidadão acima de qualquer suspeita” – por Marco Antonio Villa

Marco Antonio Villa

Marco Antonio Villa

Luís Inácio Lula da Silva se considera um cidadão acima de qualquer suspeita. Mais ainda: acha que paira sobre as leis e a Constituição. Presume que pode fazer qualquer ato, sem ter que responder por suas consequências.

Simula ignorar as graves acusações que pesam sobre sua longa passagem pela Presidência da República. Não gosta de perguntas que considera incômodas. Conhecedor da política brasileira, sabe que os limites do poder são muito elásticos. E espera que logo tudo caia no esquecimento.

Como um moderno Pedro Malasartes vai se desviando dos escândalos. Finge ser vítima dos seus opositores e, como um sujeito safo, nas sábias palavras do ministro Marco Aurélio, ignora as gravíssimas acusações de corrupção que pesam sobre o seu governo e que teriam contado, algumas delas, com seu envolvimento direto.

Exigindo impunidade para seus atos, o ex-presidente ainda ameaça aqueles que apontam seus desvios éticos e as improbidades administrativas. Não faltam acólitos para secundá-lo. Afinal, a burra governamental parece infinita e sem qualquer controle.

Indiferente às turbulências, como numa comédia pastelão, Lula continua representando o papel de guia genial dos povos. Recentemente, teve a desfaçatez de ditar publicamente ordens ao prefeito paulistano Fernando Haddad, que considerou a humilhação, por incrível que pareça, uma homenagem.

Contudo, um espectro passou a rondar os dias e noites de Luís Inácio Lula da Silva: o espectro da justiça. Quem confundiu impunidade com licença eterna para cometer atos ilícitos está, agora, numa sinuca de bico.

O vazamento do depoimento de Marcos Valério – sentenciado no processo do mensalão a 40 anos de prisão ─ e as denúncias que pesam sobre a ex-chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, deixam Lula contra a parede. O figurino de presidente que nada sabe, o Forrest Gump tupiniquim, está desgastado.

No processo do mensalão Lula representou o papel do traído, que desconhecia tratativas realizadas inclusive no Palácio do Planalto – o relator Joaquim Barbosa chamou de “reuniões clandestinas” ─; do mesmo modo, nada viu de estranho quando, em 2002, o então Partido Liberal foi comprado por 10 milhões, em uma reunião que contou com sua presença.

Não percebeu a relação entre o favorecimento na concessão para efetuar operações de crédito consignado ao BMG, a posterior venda da carteira para a Caixa Econômica Federal e o lucro milionário obtido pelo banco.

Também pressionou de todas as formas, para que, em abril de 2006, não constasse do relatório final da CPMI dos Correios, as nebulosas relações do seu filho, Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, e uma empresa de telefonia.

No ano passado, ameaçou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. Fez chantagem. Foi repelido. Temia o resultado do julgamento do mensalão, pois sabia de tudo. Tinha sido, não custa lembrar, o grande favorecido pelo esquema de assalto ao poder, verdadeira tentativa de golpe de Estado.

A resposta dos ministros do STF foi efetuar um julgamento limpo, transparente, e a condenação do núcleo político do esquema do mensalão, inclusive do chefe da quadrilha – denominação dada pelo procurador-geral da República Roberto Gurgel ─ sentenciado também por corrupção ativa, o ex-ministro (e todo poderoso) José Dirceu, a 10 anos e 10 meses de prisão. Para meio entendedor, meia palavra basta.

As últimas denúncias reforçam seu desprezo pelo respeito às leis. Uma delas demonstra como sempre agiu. Nomeou Rosemary Noronha para um cargo de responsabilidade. Como é sabido, não havia nenhum interesse público na designação.

Segundo revelações divulgadas na imprensa, desde 1993 tinham um “relacionamento íntimo” (para os simples mortais a denominação é bem distinta). Levou-a a mais de duas dúzias de viagens internacionais ─ algumas vezes de forma clandestina ─, sem que ela tenha tido qualquer atribuição administrativa.

Nem vale a pena revelar os detalhes sórdidos descritos por aqueles que acompanharam estas viagens. Tudo foi pago pelo contribuinte. E a decoração stalinista do escritório da presidência em São Paulo? Também foi efetuada com recursos públicos.

E, principalmente, as ações criminosas dos nomeados por Lula ─ para agradar Rosemary ─ que produziram prejuízos ao Erário, além de outros danos? Ele não é o principal responsável? Afinal, ao menos, não perguntou as razões para tais nomeações?

Se isto é motivo de júbilo, ele pode se orgulhar de ter sido o primeiro presidente que, sem nenhum pudor, misturou assuntos pessoais com os negócios de Estado em escala nunca vista no Brasil. E o mais grave é que ele está ofendido com as revelações (parte delas, registre-se: e os 120 telefonemas trocados entre ele e Rosemary?).

Lula sequer veio a público para apresentar alguma justificativa. Como se nós, os cidadãos que pagamos com os impostos todas as mazelas realizadas pelo ex-presidente, fôssemos uns intrusos e ingratos, por estarmos “invadindo a sua vida pessoal.”

Hoje, são abundantes os indícios que ligam Lula a um conjunto de escândalos. O que está faltando é o passo inicial que tem de ser dado pelo Ministério Público Federal: a investigação das denúncias, cumprindo sua atribuição constitucional.

Ex-presidente, é bom que se registre, não tem prerrogativa de estar acima da lei. Em um Estado Democrático de Direito ninguém tem este privilégio, obviamente. Portanto, a palavra agora está com o Ministério Público Federal.

“O fim do mensalão” – por Vladimir Safatle

o filósofo Vladimir Safatle

o filósofo Vladimir Safatle

O retorno de José Genoino à Câmara dos Deputados é sintoma de uma bizarra compulsão de seu partido em relação ao chamado mensalão.

É compreensível levantar discussões sobre a extensão e a profundidade das penas, assim como sobre a necessidade de punir com o mesmo rigor a vertente tucana do escândalo. Não é aceitável, porém, agir como se nada tivesse ocorrido, como se o julgamento fosse simplesmente um complô urdido contra a esquerda brasileira.

Ao afirmar que os condenados no mensalão não seriam desligados do partido, ao aceitar organizar uma contribuição para auxiliar tais condenados a pagarem as multas aplicadas pelo STF e, agora, ao achar normal que alguém condenado em última instância assuma uma vaga no Congresso, o PT age como um avestruz que coloca a cabeça na terra e erra de maneira imperdoável.

O mínimo a ser feito depois do julgamento era apresentar uma autocrítica severa para a opinião pública. Tal autocrítica não deveria ser apenas moral, embora ela fosse absolutamente necessária.

Ela deveria ser também política, pois se trata de compreender como o maior partido de esquerda do Brasil aceitou, em prol do flerte com as práticas mais arcaicas de “construção da governabilidade”, esvaziar completamente as pautas de transformação política do Estado e de aprofundamento de mecanismos de democracia direta.

Desde que subiu ao poder federal, planos interessantes, como o orçamento participativo, sumiram até mesmo da esfera municipal do PT, o que dirá a discussão a respeito da superação dos impasses da democracia parlamentar.

No seu lugar, setores do partido acharam que poderiam administrar a política brasileira com os mesmos expedientes de sempre e, ainda assim, saírem ilesos. Agora, mostram-se surpresos com o STF.

Para que todos não paguem por isso diante da opinião pública, há de se dizer claramente que não é a esquerda brasileira que foi julgada no mensalão, mas um setor que acreditou, com uma ingenuidade impressionante, poder abandonar a construção de novas práticas políticas sem, com isso, se transformar paulatinamente na imagem invertida daquilo que sempre criticaram.

Se uma autocrítica fosse feita, o Brasil poderia esperar que certos atores políticos começassem, enfim, uma reflexão sobre a necessidade do aprofundamento da participação popular como arma contra a corrupção do poder.

Ao que parece, no entanto, precisaremos de muito mais escândalos para que tal pauta seja, um dia, colocada em cena.

“Me engana que eu gosto” – por Ferreira Gullar

Ferreira Gullar

Ferreira Gullar

Muitos de vocês, como eu também, hão de se perguntar por que, depois de tantos escândalos envolvendo os dois governos petistas, a popularidade de Dilma e Lula se mantém alta e o PT cresceu nas últimas eleições municipais. Seria muita pretensão dizer que sei a resposta a essa pergunta. Não sei, mas, porque me pergunto, tento respondê-la ou, pelo menos, examinar os diversos fatores que influem nela.

Assim, a primeira coisa a fazer é levar em conta as particularidades do eleitorado do país e o momento histórico em que vivemos. Sem pretender aprofundar-me na matéria, diria que um dos traços marcantes do nosso eleitorado é ser constituído, em grande parte, por pessoas de poucas posses e trabalhadores de baixos salários, sem falar nos que passam fome.

Isso o distingue, por exemplo, do eleitorado europeu, e se reflete consequentemente no conteúdo das campanhas eleitorais e no resultado das urnas. Lá, o neopopulismo latino-americano não tem vez. Hugo Chávez e Lula nem pensar.

Historicamente, o neopopulismo é resultante da deterioração do esquerdismo revolucionário que teve seu auge na primeira metade do século 20 e, na América Latina, culminaria com a Revolução Cubana. A queda do Muro de Berlim e o fim da União Soviética deixaram, como herança residual, a exploração da desigualdade social, já não como conflito entre o operariado e a burguesia, mas, sim, entre pobres e ricos. O PT é exemplo disso: nasceu prometendo fazer no Brasil uma revolução equivalente à de Fidel em Cuba e terminou como partido da Bolsa Família e da aliança com Maluf e com os evangélicos.

Esses são fatos indiscutíveis, que tampouco Lula tentou ocultar: sua aliança com os evangélicos é pública e notória, pois chegou a nomear um integrante da seita do bispo Macedo para um de seus ministérios. A aliança com Paulo Maluf  foi difundida pela televisão para todo o país. Mas nada disso alterou o prestígio eleitoral de Lula, tanto que Haddad foi eleito prefeito da cidade de São Paulo folgadamente.

E o julgamento do mensalão? Nenhum escândalo político foi tão difundido e comprovado quanto esse, que resultou na condenação de figuras do primeiro escalão do PT e do governo Lula. Não obstante, o número de vereadores petistas aumentou em quase todo o país.

E tem mais. Mal o STF decidiu pela condenação de José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, estourava um novo escândalo, envolvendo, entre outros, altos funcionários do governo, Rose Noronha, chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo e pessoa da confiança e da intimidade de Lula.

Em seguida, as revelações feitas por Marcos Valério vieram demonstrar a participação direta de Lula no mensalão. Apesar de tudo isso, a última pesquisa de opinião da Datafolha mostrou que Dilma e Lula continuam na preferência de mais de 50 % da opinião pública.

Como explicá-lo? É que essa gente que os apoia aprova a corrupção? Não creio. Afora os que apoiam Lula por gratidão, já que ele lhes concedeu tantas benesses, há aqueles que o apoiam, digamos, ideologicamente, ainda que essa ideologia quase nada signifique.

Esse é um ponto que mereceria a análise dos psicólogos sociais. O cara acha que Lula encarna a luta contra a desigualdade, identifica-se com ele e, por isso, não pode acreditar que ele seja corrupto. Consequentemente, a única opção é admitir que o Supremo Tribunal Federal não julgou os mensaleiros com isenção e que a imprensa mente quando divulga os escândalos.

O que ele não pode é aceitar que errou todos esses anos, confiando no líder. Quando no governo Fernando Henrique surgiu o medicamento genérico, os lulistas propalaram que aquilo era falso remédio, que os comprimidos continham farinha. E não os compravam, ainda que fossem muito mais baratos. Esse tipo de eleitor mente até para si mesmo.

Não obstante, uma coisa é inegável: os dirigentes petistas sabem que tudo é verdade. O próprio Lula admitiu que houve o mensalão ao pedir desculpas publicamente em discurso à nação.

Por isso, só lhes resta, agora, fingirem-se de indignados, apresentarem-se como vítimas inocentes, prometendo ir às ruas para denunciar os caluniadores. Mas quem são os caluniadores, o Supremo Tribunal e a Polícia Federal? Essa é uma comédia que nem graça tem.

Cotas raciais e sua aprovação no Senado – por Moacir Pereira Alencar Junior

O argumento da diversidade na questão da ação afirmativa, busca tratar a admissão do beneficiado não como uma recompensa, mas como um meio de atingir um objetivo socialmente mais importante.

Se a questão for ajudar pessoas em desvantagem argumentam certos grupos a ação afirmativa deveria basear-se na classe social, não na raça. Ao debatermos estas questões, surge uma ideia de responsabilidade coletiva como fator preponderante. Dentro deste cenário, a lei da sociedade teria uma grande dependência da disposição da sociedade de aceitar seu julgamento.

Críticos do argumento da diversidade, sustentam que duas falhas na aplicação desta perspectiva: uma de ordem prática e uma ideológica. A falha da ordem prática, se daria no uso do favorecimento racial, que estas ações criariam um aumento da conscientização racial entre todos os lados, intensificando as tensões raciais e indignação entre outros grupos étnicos não favorecidos. a falha da ordem ideológica, estaria na probabilidade de que estas ações apenas resultem em mais problemas do que benefícios.

A ação afirmativa funcionaria como uma forma deadmissão, não como honraria destinada a premiar o mérito ou a virtude superiores. Esta admissão seria aceita na medida em que contribui para o propósito social ao qual a universidade serve, e não porque recompense o aluno por seu mérito ou sua virtude, considerados de forma independente.

Ronald Dworkin (filósofo político e do direito) nega a possibilidade de separar os aspectos descritivos e normativos de uma teoria da lei e defende a centralidade dos direitos fundamentais do indivíduo. Ele também postula que direitos que existem independentemente de seu reconhecimento em lei. Segundo ele, a justiça nas admissões não é uma questão de premiar o mérito ou a virtude, mas sim uma missão definida pela universidade. A missão estabelece os méritos relevantes, e não o contrário.

Na essência segundo Dworkin e os adeptos das ações afirmativasaadmissãopromoveria a busca por uma característica socialmente útil para uma determinada sociedade no tempo-espaço. Embora a realização de tais propósitos viole de certa forma os direitos dos perdedores, os candidatos preteridos não podem alegar legitimamente que foram tratados de forma injusta.

Porém, a não aceitação do mérito moral como base da justiça distributiva é moralmente atraente, mas também inquietante. A ideia de que o mérito só existe a partir do momento em que as instituições sociais definem sua missão está sujeita a uma complicação.

As instituições sociais que figuram mais frequentemente nos debates sobre justiça – escolas, universidades, ocupações, profissões, órgãos públicos – não podem definir sua missão livremente como bem quiserem. Alguns benefícios adequam-se a determinadas instituições sociais, e ignorá-los na distribuição dos papéis seria um tipo de corrupção.

Neste cenário, certas instituições – caso das Universidades – não podem esquecer que seu papel vital não é apenas promover certos fins, mas também louvar e premiar determinadas virtudes.

Meu encontro com Fernando Henrique Cardoso, no iFHC.

Evento contou com a participação de lideranças jovens de diversas regiões do país.

Na última terça-feira, 20, lideranças da Juventude do PSDB se encontraram com o presidente de honra do partido, Fernando Henrique Cardoso, na sede do IFHC (Instituto Fernando Henrique Cardoso), no centro de São Paulo. No encontro foram abordados temas como corrupção, infraestrutura, política de drogas, voto distrital e a participação do jovem na política.

Instituto Fernando Henrique Cardoso

Xico Graziano, assessor executivo do iFHC, abriu o encontro ressaltando que no instituto o objetivo não era discutir políticas partidárias, mas sim discutir a participação política e seus novos rumos. Falou sobre o site Observador Político e mídias digitais no que chamou de “Democracia 2.0”.

Na frente: FHC conversa com participantes; ao fundo: Xico Graziano e Eu (Moacir Alencar Jr)

O presidente da JPSDB-SP, Paulo Mathias, falou da importância dos jovens na política lembrando que é na juventude que está o futuro do país. Marcello Richa, presidente nacional da Juventude do PSDB, ressaltou a importância da internet no processo político. “A internet não é a solução, mas sim um caminho para que o jovem possa se manifestar politicamente”, afirmou Richa.

Fernando Henrique afirmou que existe uma conexão orgânica entre a corrupção e o sistema político. “Corrupção individual sempre existiu e sempre existirá, mas no nosso sistema político ela é endêmica, o óleo desse motor é a corrupção”, disse FHC. O voto distrital também foi abordado como uma saída para essa corrupção endêmica e para tornar as campanhas mais baratas. “Eu sou favorável ao voto distrital. Conforme propôs o senador Aloysio Nunes, o voto distrital tem que começar nos municípios” disse.

Eu( Moacir Alencar Junior) e Fernando Henrique Cardoso

Falando sobre drogas, elogiou iniciativas como a de Portugal, que descriminalizou o uso de todas e diminuiu em muito o número de dependentes no país. “Portugal foi o país europeu que mais avançou nas políticas de drogas”, afirmou.

O presidente abordou os temas energia e infraestrutura falando sobre os gargalos existentes. Reconhecendo o bom momento vivido pela economia do país, lembrou que a nação tem hoje condições como nunca teve, mas que não tem propriamente uma estratégia definida e que as parcerias “público privada” ainda são vistas de maneira dogmática no país.

Fernando Henrique falou sobre as características de vanguarda do PSDB e lembrou da importância da inovação. “O PSDB historicamente têm mais votos em estados mais modernos como São Paulo e Minas Gerais, a inovação e a vanguarda sempre foram as marcas do partido” disse. Lembrou ainda que esta característica vanguardista não pode ser perdida pelo partido e encerrou dizendo “Fazer política é estar em sintonia com o sentimento da população, a liderança não deve seguir a maioria, mas sim criar uma inovação que a maioria siga”.

Membros da Juventude conversam com Fernando Henrique Cardoso

Foi um momento onde o Presidente de Honra do PSDB pode esclarecer dúvidas e destacar novas perspectivas para o cenário político-social do país. Em suma, foi um evento de vital importância para os jovens do partido que tiveram a oportunidade de participar. FHC mostrou que ainda tem uma capacidade única de inovar.

República Italiana ( Repubblica Italiana )

italy map

Duomo - Torino

A Itália ocupa a península Itálica, no sul da Europa , e algumas ilhas do Mar Mediterrâneo. Na Antiguidade , a região é o berço do Império Romano, responsável pela difusão da língua e da cultura latinas pelo mundo. Roma preserva importantes monumentos do período , como o Coliseu e o Panteão. Encravado na capital italiana está o Estado do Vaticano, sede da Igreja Católica – instituição com forte participação na vida nacional .

Durante o Renascimento, o país torna-se centro de irradiação científica e cultural. As principais cidades italianas abrigam um patrimônio histórico e artístico de valor incalculável , o que atrai mais de 35 milhões de turistas anualmente.

Uma das principais potências econômicas do mundo, a Itália apresenta grande disparidade interna : o norte é bastante industrializado , enquanto o sul é agrícola e mais pobre. A marca de sua história recente é a instabilidade: mais de 60 gabinetes já se sucederam desde o fim da II Guerra Mundial, em 1945.

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English version

Italy is a country that occupies the Italian Peninsula  in southern Europe, and some islands of the Mediterranean Sea. In antiquity, the region is the birthplace of the Roman Empire, responsible for spreading the language and Hispanic culture around the world. Rome preserves important monuments of the period, as the Colosseum and the Pantheon. Stuck in the Italian capital is the Vatican City, seat of the Catholic Church – an institution with strong participation in national life.

During the Renaissance, the country becomes a center for spreading scientific and cultural. The main Italian cities are home to a historical and artistic heritage of incalculable value, which attracts more than 35 million tourists annually.

One of the major economic powers in the world, Italy has great internal disparity: the north is fairly industrialized, while the south is agricultural and poorer. The mark of its recent history is the instability: more than 60 offices already have taken place since the end of  the Second World War  in 1945.

FATOS RECENTES ( 2000 – … )

A coalizão de direita Casa da Liberdade – Liderada pela Força Itália, que inclui a LN (Liga do Norte) e AN ( Aliança do Norte ) – obtém ampla vitória nas eleições parlamentares de 2001. Berlusconi volta a chefia do governo , dando prioridade à drástica redução de impostos e ao severo controle da imigração.

Em 2002, o Parlamento aprovou a lei denominada Bossi – Fini , que restringiu a entrada de imigrantes e tinha como meta a rápida expulsão dos ilegais.

Berlusconi processado

A aprovação de leis como a que permite a réus em casos de corrupção transferir o processo para outra cidade beneficia Berlusconi, que enfrenta várias ações judiciais.  Em abril de 2003, coeça o julgamento do primeiro-ministro , acusado de ter subornado um juíz em 1985 , por ocasião da compra de uma empresa estatal de alimentos. Em junho , o julgamento é suspenso, em virtude da aprovação do projeto de lei que dá imunidade legal aos titulares dos cinco mais altos postos do governo.

Em dezembro de 2004 , Berlusconi é absolvido pela Suprema Corte. Em novembro de 2006 , contudo, volta a ser julgado , dessa ver por fraudes fiscais e lavagem de dinheiro.

Novo Governo

A derrota do governo nas eleições regionais de 2005 leva Berlusconi a renunciar. A pedido do presidente Ciampi , porém, ele permanece no cargo interinamente e, dois dias depois , é convocado a formar novo gabinete , que recebe voto de confiança do Parlamento.  Neste período uma nova crise atingiu o governo , a renúncia de Antonio Fazo, presidente do Banco Central. Fazo foi acusado de ter favorecido um amigo na disputa pela aquisição do Banco Antonveneta.

Eleições

Em 2006, a Itália retirou seus três mil soldados do Iraque. A coalizão de centro-esquerda do ex-primeiro-ministro Romano Prodi venceu as eleições parlamentares com margem de apenas 0,1% e conquistou  a maioria na Câmara, e no Senado Giorgio Napolitano foi eleito presidente pelo Parlamento e tornou-se o primeiro ex-comunista a chegar à chefia do Estado. Na sequência Prodi assumiu como primeiro-ministro.

Crise Política

Em fevereiro de 2007, o Senado vetou proposta do governo de mandar cerca de mil e novecentos soldados italianos no Afeganistão , além de não permitir a expansão de uma base militar norte-americana em Vicenza, no norte da Itália. A derrota leva a renuncia de Prodi , mas o presidente Napolitano pediu sua permanência . Para resolver o impasse, Prodi foi submetido a voto de confiança no Senado. Ele venceu e continuou no poder. No mês seguinte , o Senado aprovou a missão militar no Afeganistão. Para fortalecer a aliança governista , o DS , maior partido da base , resolveu unir-se a Margarida, formando o PD ( Partido Democrata) , em abril.

Agentes da CIA

Em junho de 2007, seis ex-membros do serviço secreto italiano e 26 agentes da CIA , a agência de inteligência norte-americana  , foram julgados pelo sequestro e pela tortura , em 2003 , do clérigo egípcio Abu Omar , suspeito de terrorismo . Dias depois , a defesa conseguiu adiar o processo.

mais informações sobre o fato: assista aqui – entrevista com Abu Omar – legendado em inglês

Imigrantes Romenos

Em outubro de 2007 , um referendo aumentou a idade de aposentadoria , que passou de 57 para 61 anos. No mesmo mês  , um relatório anual afirmou que a máfia é responsável por 7% do PIB. Após a entrada da Romênia na União Européia , em janeiro de 2007 , milhares de cidadãos deste país se dirigem a Itália em busca de trabalho.

Em novembro , um romeno é acusado de ter agredido sexualmente e asssassinado uma mulher em Roma . O episódio desencadeia protestos contra a imigração , e o governo emitiu decreto que determinava a expulsão de imigrantes vindos de países da UE que ameaçassem a segurança pública. Ainda em novembro, Berlusconi anunciou a dissolução da Força Itália e sua substituição por um novo partido , o Povo da Liberdade (PdL).

Romano Prodi renunciou em janeiro de 2008 , depois da saída da União  Aliança Democrática para a Europa (UDEUR) da coalizão e de perder o voto de confiança no Senado.

Crise do Lixo

Em maio de 2008, o Exército é chamado as ruas para conter manifestações  violentas contra o acúmulo de 250 mil toneladas de lixo em Nápoles. Onze pessoas ficaram feridas. A máfia estava por trás da crise e a Comissão Européia processou a Itália por não resolver o problema. Giorgio Napolitano dissolveu o Parlamento e convocou eleições antecipadas.

assista aqui: discurso de Berlusconi sobre a crise do lixo – em português

Re-eleição de Berlusconi

O magnata da imprensa , de 71 anos , é eleito em abril de 2008 com 46% dos votos contra 37% para o prefeito de Roma , Walter Veltroni, do PD. Em maio, o novo governo conseguiu o voto de confiança do Senado , e também anunciou reformas na legislação para ganhar imunidade contra os processos a que responde por corrupção. Berlusconi endureceu as leis contra imigração ilegal , estabelecendo um termo de quatro anos para os estrangeiros presos. Ele também colocou tropas nas ruas em agosto de 2008, para aumentar a segurança.

Economia e Alitalia

Em meio à crise econômica mundial , o PIB caiu 0,5% no terceiro trimestre de 2008. A UE concordou que o controle da Alitalia  deveria ser passado a investidores italianos. Em crise a mais de 10 anos , a companhia aérea quase decretou falência. Em abril de 2008,  fracassaram os planos de compra da Alitalia pela companhia Franco-Holandesa Air France-KLM , por causa da oposição dos sindicatos italianos às demissões. Nas semanas que seguem  à decisão , greves dos funcionários contra cortes cancelam ou atrasam dezenas de voos.

Terremoto

Em 6 de abril de 2009 , centena de  pessoas morreram em decorrência de um terremoto de 6,3 graus na escala Richter que atingiu a região de Abruzzo , no centro da Itália . A cidade de L’Aquila foi completamente destruída. O governo ainda está em busca de medidas que consigam minimizar os problemas de moradores da cidade que estão vivendo em situação deplorável.

mais informações sobre o  terremoto aqui: terremoto na itália – em português

mais informações sobre a Itália aqui:

https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/it.html