O Pré-Sal é 100% brasileiro ?? E as concessões as empresas privadas como a Exxon no governo Lula? -parte 2

Estadão (22-01-2009)

Exxon descobre Petróleo no Pré-Sal


Volume da descoberta, em parceria com Amerada Hess (40%) e Petrobrás (20%), deve superar potencial de Tupi

A gigante americana ExxonMobil confirmou ontem a existência de indícios de petróleo no bloco BM-S-22, única concessão do pré-sal da Bacia de Santos que ainda não tinha descobertas. A empresa não deu detalhes sobre o volume encontrado, mas especialistas veem potencial equivalente ou superior a Tupi, onde a Petrobrás já confirmou de 5 a 8 bilhões de barris. A estatal brasileira é sócia no BM-S-22, com 20% de participação. A americana Amerada Hess tem 40%.

A notícia confirma expectativa do mercado, que já via alto potencial de descobertas no BM-S-22, na porção sul da chamada área do pré-sal em Santos, onde a Petrobrás já fez oito descobertas importantes nos últimos anos. “Eram favas contadas. Todos os poços naquela região encontraram petróleo”, diz o geólogo Giuseppe Bacoccoli, professor da UFRJ com grande experiência na Petrobrás.

Segundo a Exxon, o poço batizado de Azulão-1 ainda não atingiu sua profundidade final, que deve chegar a 4,9 mil metros, segundo informe feito à ANP. Em nota oficial, a companhia afirmou ainda que vai iniciar a perfuração de um segundo poço na área, logo após a conclusão do primeiro. Ao fim desse trabalho, dizem especialistas, é possível que haja mais detalhes sobre os volumes.

No mercado, porém, as expectativas são altas. Em relatório divulgado logo após a confirmação do pré-sal, no fim de 2007, o analista do banco Credit Suisse Emerson Leite estimava reservas entre 5 bilhões e 15 bilhões de barris no BM-S-22. A conta foi feita com base nos primeiros dados sísmicos apresentados pelas operadoras. Segundo as projeções de Leite, que encontram eco na opinião de outros especialistas, trata-se da maior jazida entre as áreas já concedidas no pré-sal.

Exxon, Hess e Petrobrás são donas das reservas que estiverem dentro do perímetro do BM-S-22, uma vez que o governo já se comprometeu, por diversas ocasiões, a respeitar os contratos atuais, mesmo que venha a aprovar um novo modelo regulatório para o setor. Assim, se confirmada a expectativa mais otimista, as duas multinacionais terão direito a até 12 bilhões de barris, volume equivalente a todas as reservas de petróleo comprovadas atualmente no Brasil.

Dados preliminares indicam, porém, que parte do reservatório do BM-S-22 se estende para além dos limites do bloco. Nesse caso, as reservas excedentes, quando comprovadas, já serão regidas pelo novo modelo em estudo pela comissão interministerial, que promete entregar um relatório final à Presidência da República ainda este mês. Qualquer análise sobre a extensão das reservas, porém, dependerá de novos trabalhos exploratórios.

Pela legislação atual, a Exxon terá de propor à ANP um plano de avaliação da descoberta de Azulão, que pode levar mais três ou quatro anos para ser concluído. Por isso, o mercado só espera a produção em grande escala no projeto a partir de meados da próxima década. Para o consultor John Forman, ex-ANP, o longo tempo de maturação torna o projeto menos vulnerável à crise econômica atual.

“Eles vão ficar mais uns dois ou três anos avaliando a área. Até lá, o preço do petróleo já voltou a níveis normais”, afirmou o especialista. Nas últimas semanas, as cotações têm oscilado entre US$ 35 e US$ 40 por barril, o que, para alguns, poderia inviabilizar o pré-sal. Para o longo prazo, porém, trabalha-se com o petróleo na casa dos US$ 80 por barril. Forman lembra ainda que a Exxon está bastante capitalizada pelos lucros recordes dos últimos anos e tem caixa suficiente para bancar os investimentos exploratórios, que são equivalentes a cerca de 10% do investimento final em um campo de petróleo.

Maior petroleira de capital aberto do mundo, a Exxon terminou 2007 com reservas provadas de 23,04 bilhões de barris de petróleo e gás de um total de recursos disponíveis calculado em 72 bilhões de barris – os números de 2008 ainda não foram divulgados. Trata-se de sua primeira descoberta no Brasil, país incluído entre os Top 30 na área de exploração e produção da companhia.

A Exxon e a Hess juntam-se, portanto, a um seleto grupo de multinacionais parceiras da Petrobrás em descobertas do pré-sal, que já tem a britânica BG, a portuguesa Galp, a anglo-holandesa Shell e a espanhola Repsol. Outras duas companhias, a também americana Anadarko e a sul-coreana SK, têm também uma descoberta no pré-sal brasileiro, sem parceria com a Petrobrás, na Bacia de Campos.

Com 97 anos de atividades no Brasil, a Exxon vendeu, no ano passado suas operações nacionais de distribuição e revenda de combustíveis – nas quais usava a marca Esso – para o grupo sucroalcooleiro Cosan.

NÚMEROS
5 a 8 bilhões de barris de petróleo é o potencial do campo de Tupi, confirmado pela Petrobrás

4,9 mil metros é a profundidade final das perfurações no poço Azulão-1

23,04 bilhões de barris é o total de reservas provadas da Exxon, que ainda não havia descoberto petróleo no País

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O Pré-Sal é 100% brasileiro ?? E as concessões as empresas privadas como a Exxon no governo Lula?

( FOLHA DE SÃO PAULO /22-01-2009)

Exxon é 1ª empresa privada a achar petróleo no pré-sal.


Petrobras tem participação de 20% no projeto.

Maior petroleira privada do mundo, a norte-americana Exxon Mobil anunciou a descoberta de petróleo na camada pré-sal da bacia de Santos, nova e promissora fronteira exploratória do país, onde a Petrobras já possui reservas gigantes.


É a primeira empresa privada a encontrar petróleo no pré-sal. A descoberta ocorreu no bloco BM-S 22. Essa é a única área da nova fronteira da bacia de Santos na qual a Petrobras não é operadora -ou seja, não está encarregada de todo o processo de prospecção, exploração e produção de óleo.


Até agora, a Petrobras fez nove descobertas no pré-sal. Em todas, os sócios estrangeiros possuem participação minoritária. A Exxon possui participação de 40% no BM-S 22. Também sócia do empreendimento, a norte-americana Hess detém o mesmo percentual: 40%. A Petrobras tem uma fatia minoritária de 20% do projeto.  Batizado de Azulão, o bloco onde ocorreu a descoberta está localizado na altura do litoral norte do Estado de São Paulo.

O petróleo foi encontrado a uma profundidade de 2.223 metros da superfície marítima, segundo relatou a Exxon à ANP (Agência Nacional do Petróleo).

No último dia 16, a empresa informou à agência que encontrou indícios de petróleo durante a perfuração de um poço, que pode atingir uma profundidade total de quase 5.000 metros desde o fundo do mar.


A empresa diz que vai continuar a perfuração do poço “até que a meta de profundidade seja alcançada”, sem relevar qual é essa meta. A Exxon informou ainda que pretende perfurar mais um poço no bloco.


Na atual fase, a companhia não precisa relatar à ANP a viabilidade comercial da descoberta nem seu potencial de reservas e produção. Para determinar essas informações, são necessários mais testes.


Mas, na expectativa de especialistas, a petroleira norte-americana está diante de mais uma descoberta gigante, com potencial de se aproximar das de Tupi e Iara. São as únicas até agora com estimativas preliminares de reservas dimensionadas -de 5 bilhões a 8 bilhões de barris e de 2 bilhões a 4 bilhões de barris, respectivamente.

As atuais reservas provadas brasileiras são de 14 bilhões de barris. A descoberta da Exxon fica próxima a outra, de grande potencial, da Petrobras: o campo de Carioca, no bloco BM-S 9.

Brasil em Grandes Números , possibilidades de avanço constante?? – por Moacir Pereira Alencar Junior

BRASIL EM NÚMEROSO Governo Federal publicou no seu site oficial informações sobre a situação do Brasil no cenário mundial (clique na imagem), destacando dados como: expectativa de vida, grupos étnicos, religiões, acordos internacionais de meio ambiente aos quais faz parte,  e informações da economia, tais como o desempenho da  inflação e PIB no decorrer desta década.

O Governo não poderia deixar de  destacar as informações sobre a produção de Petróleo , que em média é de 2,4 milhões de barris/dia , além de informar que o Brasil é o líder mundial de extração de petróleo em águas profundas e possui uma das dez maiores reservas mundiais (  incluindo o campo de Tupi ).

Também é destacado a dinamicidade da Indústria nacional : onde o governo informa que o país é o maior fabricante de carros do mundo e maior fabricante mundial de aeronaves.

O Etanol brasileiro também merece espaço considerável nesta propaganda, onde o governo tenta deixar claro à mídia internacional que a Amazônia não correrá riscos de sofrer desmatamento, haja vista que o principal pólo produtor de cana-de-açúcar ,no caso, o estado de São Paulo, está a uma distância de 2,5 mil Km da mesma. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), o etanol brasileiro é o de menor custo em relação a outros países, e o Brasil é o único país do mundo capaz de produzir este combustível de forma competitiva e sem subsídios.

Quando o assunto em questão é a geração de energia elétrica, o governo federal destaca a capacidade de produzir mais de 102.000 megawatts de potência (dados de 2008) e enfatiza sua posição de líder mundial de energia renovável e limpa, informando que 44% de sua matriz energética é composta de fontes não fósseis, sendo a média mundial de 14%. E destaca também a posição do Brasil como maior exportador de etanol e o maior  mercado de biodiesel.

Conforme informações do governo, os investimentos estrangeiros diretos aumentaram mais de 100% entre 2006 e 2008, algo significante, o país conquistou novos parceiros comerciais no cenário internacional . Porém neste mesmo período o saldo na balança comercial caiu 46,8% , o que é preocupante.

No quesito econômico, as reservas cambiais são de US$ 206,8 bilhões , marca nunca antes atingida , que coloca o Brasil em um novo patamar no quesito econômico. O crescimento do PIB entre 2000 e 2008 foi de 35,9%. Porém a inflação no mesmo período foi de 82,15%, isto mostra  que houve um corroimento no poder de compra do cidadão brasileiro.

Com a queda do dólar o PIB estimado de 2008 foi de US$1,37 trilhões .

O Governo enfatiza que o país é o maior exportador mundial de diversas commodities, tais como : ferro, café, suco de laranja , carne bovina, tabaco, frango e açúcar.

Quando a questão é o acesso a rede mundial de computadores ( Internet ) , o Brasil possui cerca de 40 milhões de usuários , o maior número de usuários da América Latina e o 11º do mundo, sendo o líder mundial no tempo de conexão à Internet : 23h48min/mês.

O governo divulgou que a população brasileira é composta por brancos que representam 49,9% da população , pardos (43,2% ) , negros (6,3% ) e amarelos (0,7% ) . (Estes dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD ,do ano de 2005 ).

Ainda temos o predomínio da religião católica no Brasil, onde 73,6% da população é adepta.  O restante é representado pelos protestantes  e outras religiões.

Quanto a expectativa de vida, o brasileiro vive em média 73,49 anos. Sendo a expectativa de 77,95 anos para mulheres e 69,5 anos para homens.

O Brasil mostra-se muito dependente do “transporte por rodovias “;  61,8% do transporte de cargas e 96,2% do transporte de passageiros ocorrem em rodovias. Isto acarreta um aumento no preço de mercadorias e provoca um prejuízo constante aos cofres públicos, já que não há uma política adequada para manter a qualidade de rodovias interestaduais e intermunicipais, além das próprias rodovias federais.

Em suma, podemos concluir que nosso país está caminhando gradualmente rumo a um desenvolvimento aparentemente constante, porém não é só de maravilhas que vive a população brasileira. Nesta propaganda positivista o Governo Lula esquece de  destacar as taxas de desemprego que cresceram nos últimos meses e também não traz a tona informações sobre a distribuição de renda no país, que continua a ser uma das mais desiguais do planeta. A política de caráter neoliberal do Governo Lula não permite que as classes C, D e E sejam inseridas com êxito ao mercado de trabalho e impossibilita o progresso de milhões de cidadãos. Apenas expandir o Bolsa Família não é o caminho certo para minimizar os problemas da população, o assistencialismo do governo ata as mãos de milhões de trabalhadores  que não podem viver de seu próprio trabalho, com méritos e reconhecimento.