PSDB será o partido com o maior número de governadores no país

Partido é derrotado na Presidência, mas conquista oito estados.
PSB é o segundo partido com mais eleitos: seis.

O PSDB governará oito estados do país a partir de 2011. É o partido com o maior número de eleitos para os Executivos estaduais. Com isso, o partido volta a liderar o ranking de representantes, passando o PMDB.

O PSB é o segundo partido com o maior número de eleitos. São seis governadores da sigla (três eleitos no segundo turno).

O resultado para o PSDB é importante após o partido sair derrotado na eleição presidencial e perder cadeiras tanto na Câmara dos Deputados como no Senado.

Na Câmara, foram 53 deputados federais eleitos (contra 66 vitoriosos em 2006). No Senado, o partido perdeu cinco representantes (terá 11 senadores em 2011) e foi ultrapassado pelo PT.

O PT e o PMDB comandarão cinco estados cada um; o DEM, dois; e o PMN, um.

 Os governadores eleitos em cada estado foram:

Tião Viana (PT) no Acre , Teotonio Vilela (PSDB) em Alagoas, Omar Aziz (PMN) no Amazonas, Camilo Capiberibe (PSB) no Amapá, Jaques Wagner (PT) na Bahia, Cid Gomes (PSB) no Ceará, Agnelo Queiroz (PT) no Distrito Federal,  Renato Casagrande (PSB) no Espírito Santo , Marconi Perillo (PSDB) em Goiás, Roseana Sarney (PMDB) no Maranhão,  Antonio Anastasia (PSDB) em Minas Gerais, André Pucinelli (PMDB) no Mato Grosso do Sul, Silval Barbosa (PMDB) no Mato Grosso, Simão Jatene (PSDB) no Pará, Ricardo Coutinho (PSB) na Paraíba, Eduardo Campos (PSB) em Pernambuco, Wilson Martins (PSB) no Piauí , Beto Richa (PSDB) no Paraná , Sérgio Cabral (PMDB) no Rio de Janeiro, Rosalba Ciarlini (DEM) no Rio Grande do Norte, Confucio Moura (PMDB) em Rondônia, Anchieta Junior (PSDB) em Roraima , Tarso Genro (PT) no Rio Grande do Sul , Raimundo Colombo (DEM) em Santa Catarina, Marcelo Deda (PT) em Sergipe,  Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo e Siqueira Campos (PSDB) em Tocantins.

Anúncios

Mentiras,mentiras abomináveis e estatísticas – A UFSCar segundo o PT. – por Moacir Pereira Alencar Junior

Um grupo intitulado de “amigos da UFSCar” divulgou um informativo pró-DiLMA com o que eles chamam de “benefícios do Governo Lula à UFSCar”.

Em uma sequência de sete tabelas eles buscam mostrar as chamadas benesses do governo federal entre os anos de 2003- 2010 em uma comparação constante com o governo FHC.

Mas o que é visto é um contradição de dados sem fontes que mostram o quão precipitado foi o REUNI.

O que é o REUNI ??

A expansão da educação superior conta com o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), que tem como principal objetivo ampliar o acesso e a permanência na educação superior.

Com o Reuni, o governo federal adotou uma série de medidas para retomar o crescimento do ensino superior público, criando condições para que as universidades federais promovam a expansão física, acadêmica e pedagógica da rede federal de educação superior. Os efeitos da iniciativa podem ser percebidos pelos expressivos números da expansão, iniciada em 2003 e com previsão de conclusão até 2012.

As ações do programa contemplam o aumento de vagas nos cursos de graduação, a ampliação da oferta de cursos noturnos, a promoção de inovações pedagógicas e o combate à evasão, entre outras metas que têm o propósito de diminuir as desigualdades sociais no país.

O Reuni foi instituído pelo Decreto nº 6.096, de 24 de abril de 2007, e é uma das ações que integram o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE).


Os “amigos da UFSCar” ao destacarem a evolução dos cursos de graduação e pós-graduação esqueceram de comparar com exatidão a relação da evolução corpo docente – corpo discente.

Durante o governo de FHC o número de vagas ano por vestibular oscilou de aproximadamente 850 (1995) a 1100(2002). Neste mesmo período o número de docentes da instituição se manteve na casa de 550 a 600. Tendo como parâmetro o ano de 2002, teremos um coeficiente de aproximadamente 0,5 professores para cada aluno ingressante ( 550/1100 = 0,5).

No primeiro mandato de Lula (2003-2006) estas estatísticas mantiveram-se similares obedecendo a uma mesma proporção. Porém, em 2007, com a aprovação do REUNI (a política de expansão da educação superior), a UFSCar passou a evoluir segundo uma perspectiva que deixou cada vez mais vísivel os problemas de infra-estrutura física e acadêmica.

Durante o segundo mandato do governo de LULA o número de vagas ano por vestibular oscilou de aproximadamente 1500 (2007) a 2600(2010). Neste mesmo período o número de docentes da instituição oscilou de aproximadamente 700 para cerca de  1000. Portanto , o coeficiente de professores para cada aluno ingressante caiu vertiginosamente para 0,38, uma vez que [(1000/2600)]=0,38. Isto representa uma queda de 24% no número de professores para cada aluno ingressante na universidade- um dado alarmante , que mostra como deverá estar a médio prazo a condição de ensino da instituição.

Além disso merece ser destacado o quanto foi irrelevante o repasse de dinheiro anual recebido pela instituição entre 2007 e 2010. Oscilou de aproximadamente R$ 35 milhões por ano, em 2007, para aproximadamente R$41 milhões, em 2010. Neste período o aumento do orçamento da instituição não chegou a 20%, sendo que o  aumento do número de  alunos que ingressaram na instituição ,anualmente, entre 2007 e 2010 aumentou em escala exponencial , chegando a 73%.

Quantidade X Qualidade

A expansão do Restaurante Universitário, que se deu  em 2009, não surtiu efeito, já mostrando quão problemática é a situação dos estudantes que dependem do mesmo para se alimentar.  Em médio prazo ele não comportará a demanda de alunos que ingressam anualmente na instituição. Além disso, a qualidade da refeição não está a altura do que poderia estar.

O Hospital-Escola, que teve sua pedra fundamental colocada por Lula no ano de 2005, e passou a funcionar em  2007, ainda não funciona de modo adequado, prejudicando a comunidade São-Carlense e os estudantes de medicina, que não  possuem parcerias sólidas para executarem seus estágios obrigatórios no próprio município.

No hospital, no dia 25 de outubro , assim que a fiscalização do Ministério Público chegou durante a manhã, os funcionários que trabalham na construção do novo módulo do hospital pararam de trabalhar. Eles estavam em um andaime de três metros de altura. O suporte não estava preso ao chão, o que poderia provocar acidentes.

Em outro ponto, onde funcionará um refeitório, faltavam grades de proteção. Em outra área, uma vala deveria ser mais larga para evitar que os funcionários fiquem presos em caso de desabamento. O MP interditou os três locais e multou a construtora responsável em R$ 15 mil devido irregularidades nos equipamentos de proteção individual.

A empresa foi multada também por descumprir um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MP, em que se comprometia a melhorar as condições de trabalho.

O administrador da obra não foi encontrado. A prefeitura informou que terceiriza o serviço e aguarda a notificação para poder cobrar a construtora.

Somado a isso assistimos ao loteamento de cargos públicos do Partido dos Trabalhadores nas mais variadas esferas nacionais. Será que a população vai eleger o próximo reitor da UFSCar como prefeito de São Carlos pelo PT? Será que todos permanecerão a tratar de maneira indissociável a Universidade, o Governo  e o Partido Político (PT)?

Quem age em função de interesse partidário é quem se transformou de presidente de todos os brasileiros em chefe de uma facção que tanto mais sectária se torna quanto mais se apaixona pelo poder.

Se a política é a arte de aliar meios a fins, Lula ,o PT e seu entorno primam pela escolha dos piores meios para atingir seu fim precípuo: manter-se no poder. Para isso vale tudo: alianças espúrias, corrupção dos agentes políticos, tráfico de influência, mistificação e, inclusive, o solapamento das instituições sobre as quais repousa a democracia – a começar pelo Congresso. E o que dizer da postura nada edificante de um chefe de Estado que despreza a liturgia que sua investidura exige e se entrega descontroladamente ao desmando e à autoglorificação? Este é o “cara”?


Brazil’s presidential election – In a suddenly exciting contest, José Serra would be a better president than Dilma Rousseff – says The Economist

 
 
Second round, second thoughts?
 

FROM June until the end of September, Dilma Rousseff seemed to be cruising towards Brazil’s presidency, with a poll lead that at one point put her almost 25 points ahead of her chief opponent, José Serra. But an election that had seemed a soporific canter has suddenly turned into a horse race. Having failed to win outright on October 3rd, Ms Rousseff, the former chief of staff and chosen candidate of Luiz Inácio Lula da Silva, the hugely popular outgoing president, faces a run-off against Mr Serra on October 31st. Several recent polls put the gap between them at only five or six points.

Mr Serra is lucky to have a second chance, for his campaign has until recently been hapless. He owes his reprieve mainly to the unexpectedly strong vote for a third candidate, Marina Silva, who won 19.3% on October 3rd. Less happily, religious leaders may have swayed some voters against Ms Rousseff, who once backed abortion rights. Ms Rousseff may still be the favourite to win, but Mr Serra has a spring in his step and the election is wide open. Brazil now has a choice.

That is a good thing in itself. Ms Rousseff did not deserve to win by default just because she was Lula’s hand-picked successor. Which candidate deserves the presidency more? Both might be described as social democrats; both agree on the broad outlines of economic and social policy. Neither presages disaster for Brazil. That said, on the issues on which they disagree, Mr Serra is the more persuasive of the two.

Ms Rousseff and the ruling Workers’ Party (PT) want the state to play a bigger role in the economy. They are especially keen on that in the oil industry, but they also want to keep lending public money to big business to create national champions. In return, in some cases, they want more influence over boardroom decisions. It is hard to see them putting a stop to the inexorable growth of the public payroll, swollen by many PT appointees, and of the tax burden required to pay for it.

The case for change at the top

Mr Serra also has faults, notably a worrying tendency to try to micromanage everything. But his record suggests that he would move faster to cut wasteful spending and eliminate the fiscal deficit, and that he would be keener to mobilise private capital for much-needed infrastructure. Monetary policy would no longer have to carry all the burden of keeping inflation under control, allowing Brazil’s egregiously high interest rates to fall (and helping to halt the excessive appreciation of the real). Ms Rousseff would tackle such distortions more gradually, if at all. In an uncertain world that is unnecessarily risky. For all his achievements in fighting poverty and making Brazil a fairer place, Lula is bequeathing a country where one in two homes lack mains sewerage and educational standards remain woeful. Those should be priorities for public spending.

There are two other reasons why Brazilians would do well to favour Mr Serra. The first is that Ms Rousseff is not Lula. She lacks his extraordinary political gifts and perhaps also his innate pragmatism. By contrast, although Mr Serra may be a poor campaigner, he has been an effective minister, mayor and governor. Second, although no political party has a monopoly when it comes to corruption, there are plenty of signs that the PT has become too cosy with power. After eight years under the PT Brazil would benefit from a change at the top.

É CRIME PRIVATIZAR?? um breve histórico das privatizações segundo o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Privatização – Histórico


fonte:http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/BNDES_Transparente/Privatizacao/historico.html

Década de 80

“Reprivatização” de 38 empresas

Arrecadados cerca de US$ 780 milhões

Esta fase caracterizou-se pela “reprivatização” de empresas que haviam sido absorvidas pelo Estado, na maioria dos casos, em função de dificuldades financeiras. Não havia ainda, por parte do governo, intenção de implementar um programa em larga escala.
Foram privatizadas empresas de pequeno porte, e os resultados econômicos foram modestos (US$ 780 milhões). O principal objetivo era evitar que o governo ampliasse ainda mais sua presença no setor produtivo, e não o de gerar receitas para o Tesouro.

1990 / 1992

Criação do PND (Lei 8.031/90)

Inclusão de 68 empresas no Programa

Desestatização de 18 empresas nos setores de siderurgia, fertilizantes e petroquímica

Arrecadados US$ 4 bilhões

Títulos da dívida pública utilizados como meio de pagamento

Em 1990, com a criação do Programa Nacional de Desestatização – PND, a privatização tornou-se parte integrante das reformas econômicas iniciadas pelo Governo. A magnitude e escopo da privatização foram significativamente ampliados.

A venda da Usiminas, por exemplo, em outubro de 1991, permitiu a arrecadação de mais do dobro do obtido na década de 80. O PND concentrou esforços na venda de estatais produtivas, com a inclusão de empresas siderúrgicas, petroquímicas e de fertilizantes no Programa.

Neste período, a prioridade para o ajuste fiscal traduziu-se na maciça utilização das chamadas “moedas de privatização” – títulos representativos da dívida pública federal – na compra das estatais.

1993 / 1994

Conclusão da desestatização do setor siderúrgico

Ênfase no uso de moeda corrente

Desestatização de 15 empresas

Arrecadados US$ 4,5 bilhões

Alienação de participações minoritárias

Intensifica-se o processo de transferência de empresas produtivas ao setor privado observando-se o término da privatização das empresas do setor siderúrgico. A utilização de maiores percentuais de recursos em moeda corrente em cada operação de privatização não diminuiu a importância das chamadas “moedas de privatização” no PND.

De fato, no intuito de ampliar e democratizar o Programa foram introduzidas mudanças na legislação para permitir a ampliação do uso de créditos contra o Tesouro Nacional como meios de pagamento, a venda de participações minoritárias, detidas direta ou indiretamente pelo Estado, e a eliminação da discriminação contra investidores estrangeiros, permitindo sua participação em até 100% do capital votante das empresas a serem alienadas.

1995 / 1996

Criação do Conselho Nacional de Desestatização – CND

Ampliação do PND

Concessões de serviços públicos à iniciativa privada
Inclusão da Cia. Vale do Rio Doce – CVRD
Apoio às privatizações estaduais

Total de 19 desestatizações

Arrecadados US$ 5,1 bilhões

A partir de 1995, com o início do novo Governo, maior prioridade é conferida à privatização. O PND é apontado como um dos principais instrumentos de reforma do Estado, sendo parte integrante do programa de Governo. Foi criado o Conselho Nacional de Desestatização – CND, em substituição à Comissão Diretora, e praticamente concluída a privatização das estatais que atuam no segmento industrial.

Inicia-se uma uma nova fase do PND, em que os serviços públicos são transferidos ao setor privado. A agenda inclui os setores de eletricidade e concessões na área de transporte e telecomunicações, o que acrescenta aos objetivos do PND a melhoria da qualidade dos serviços públicos prestados à sociedade brasileira, através do aumento dos investimentos a serem realizados pelos novos controladores.

Esta nova fase também é caracterizada pelo início do processo de desestatização de empresas estaduais, a cargo dos respectivos estados, ao qual o Governo Federal dá suporte.

1997

Venda da Cia. Vale do Rio Doce

Término da desestatização da RFFSA com a venda da Malha Nordeste

Realização de três leilões no âmbito do Dec. nº 1.068/94

Arrendamento do terminal de contâiners-1 do ponto de Santos

Aceleração do processo de desestatização de empresas estaduais a cargo dos respectivos Estados

Leilão de sobras das ações ordinárias da Escelsa, representativas de 14,65% do seu capital social

Primeira venda do PND no setor financeiro, com a privatização do Banco Meridional do Brasil S/A

Arrecadação de US$ 4.265 milhões até 31.12.97

Antes restrita, quase que exclusivamente, à venda de empresas e participações incluídas no PND, a partir de 1997 a privatização no Brasil ganha nova dimensão. Intensificam-se as privatizações de âmbito estadual as quais contaram com o apoio do BNDES.

Considerando-se também a venda de participações minoritárias dos Estados em empresas tais como a CRT-Cia Riograndense de Telecomunicações e a Cemig-Cia de Eletricidade de Minas Gerais, principalmente, o resultado das privatizações estaduais atinge, até 31.12.97, cerca de US$ 14,9 bilhões.

Muito importante também, foi o início, em 1997, do processo de privatização do setor de telecomunicações. Foram licitadas concessões de telefonia móvel celular para três áreas do território nacional, no valor de US$ 4 bilhões. A venda das empresas de telecomunicações de propriedade do governo tornou-se possível com a aprovação, em 16.07.97, da Lei Geral de Telecomunicações.

1998

Em julho de 1998 o governo federal vendeu as 12 holdings, criadas a partir da cisão do Sistema Telebrás, representando a transferência à iniciativa privada, das Empresas de Telefonia Fixa e de Longa Distância, bem como das empresas de Telefonia Celular-Banda A. A arrecadação com a venda dessas 12 empresas somou R$ 22.057 milhões e o ágio médio foi de 53,74% sobre o preço mínimo.

Foram transferidas para a iniciativa privada a exploração do Terminal de Contêineres do Porto de Sepetiba (Tecon 1) da Cia. Docas do Rio de Janeiro, do Cais de Paul e do Cais de Capuaba (Cia. Docas do Espírito Santo-CODESA), Terminal roll-on roll-off (CDRJ) e Porto de Angra dos Reis (CDRJ).

No setor elétrico foi realizada a venda das Centrais Elétricas Geradoras do Sul S/A – GERASUL, após a cisão efetiva em 29 de abril de 1998. A arrecadação foi de US$ 800,4 milhões, pagos totalmente em moeda corrente.

Foram também realizados quatro leilões, em abril e maio de 1998, no âmbito do Decreto 1.068, perfazendo um total de US$ 420 milhões.

Com a privatização da Malha Paulista encerrou-se uma fase importante da transferência dos serviços públicos à iniciativa privada. Foi arrecadada com a venda da última ferrovia federal a importância de US$ 205,73 milhões.

1999

Âmbito Federal

Em 1999 o governo arrecadou US$ 128 milhões com a venda das concessões para exploração de quatro áreas de telefonia fixa das empresas espelho que farão concorrência às atuais companhias de Telecomunicações.

Em 23 de junho foi realizada a venda da Datamec S.A – Sistemas e Processamento de Dados, empresa do setor de Informática que foi adquirida pela Unisys Brasil S.A pelo preço mínimo de US$ 47,29 milhões.

O Porto de Salvador (CODEBA) foi adquirido em 21 de dezembro pela Wilport Operadores Portuários pelo preço mínimo de US$ 21 milhões.

Âmbito Estadual

Em fevereiro foi realizada a oferta pública de ações da Elektro Eletricidade e Serviços S.A. A Eron International, controladora da Elektro, adquiriu as ações objeto da oferta pelo valor de US$ 215,86 milhões, com um ágio de 98,9%.

Foi vendido o controle das seguintes empresas geradoras de energia elétrica constituídas a partir da cisão da Cesp – Companhia Energética de São Paulo:

Em 28 de julho ocorreu na BOVESPA o leilão da Cia. de Geração de Energia Elétrica Paranapanema e foi adquirida pela empresa americana Duke Energy Corp. pelo valor de R$ 1,239 bilhão, com ágio de 90,2% sobre o preço mínimo estipulado.

O leilão da Cia. de Geração de Energia Elétrica Tietê foi realizado na BOVESPA, em 27 de outubro. A empresa adquirente foi a americana AES que pagou um ágio de 30% sobre o preço mínimo estipulado representando a importância de R$ 938,6 milhões.

O leilão de concessão para distribuição de gás natural da Área Noroeste do Estado de São Paulo ocorreu em 09 de novembro de 1999.

2000

O resultado total no ano 2000 atinge o montante de R$ 19,9 bilhões (US$ 10,7 milhões), incluindo dívidas transferidas no valor de R$ 517 milhões (US$ 289 milhões).

Âmbito Federal

O resultado obtido pelo Programa Nacional de Desestatização no ano 2000, que atinge a cifra de R$14,4 bilhões (US$ 7,7 bilhões) representa a maior receita anual já auferida pelo Programa desde o seu início.

Como destaque no ano temos a venda das ações que excediam o controle acionário detido pela União na Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobrás e a desestatização do Banco do Estado de São Paulo S.A – Banespa. Foram ainda realizadas vendas de participações minoritárias da União incluídas no PND no âmbito do Decreto 1068, bem como licitadas, pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, concessões para exploração de novos aproveitamentos hidrelétricos e de novas linhas de transmissão.

O fechamento da operação de venda, no Brasil e no exterior, das ações da Petrobrás, ocorreu em 09 de agosto e o valor total auferido foi de R$ 7,2 bilhões (US$ 4,0 bilhões).Observe-se que se trata de operação pioneira em que, pela primeira vez foram aceitos recursos do FGTS na aquisição das ações.

Igualmente importante foi a alienação do Banco do Estado de São Paulo – Banespa, realizada em 20 de novembro. O banco espanhol Santander Central Hispano adquiriu 60% do capital votante do Banespa por R$ 7,0 bilhões, correspondendo a um ágio de 281% em relação ao preço mínimo de R$ 1,8 bilhões.

Âmbito Estadual

O resultado das vendas de concessões e de empresas estaduais em 2000 foi de R$ 5,54 bilhões (US$ 3,04 bilhões) incluindo dívidas transferidas de R$ 517 milhões (US$ 289 milhões).

As principais realizações no ano foram:

Leilão da Companhia Energética de Pernambuco – Celpe. A empresa foi arrematada pelo preço mínimo de R$1,78 bilhão (US$ 1,0 bilhão) pela ADL Energy (Iberdrola), pela PREVI – Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil e BBI – Banco do Brasil de Investimento.

A alienação, realizada em 26 de abril pelo Estado de São Paulo, da concessão para distribuição de gás canalizado na região Sul do Estado. A proposta financeira vencedora, apresentada pelo grupo espanhol GasNatural, foi de R$ 533,8 milhões (US$ 298,4 milhões), 462% acima do preço mínimo estabelecido de R$ 95 milhões.

Leilão, em 15 de junho, da Cemar – Cia Energética do Maranhão que foi adquirida pela empresa americana Pensylvannia Power & Light pelo preço mínimo de R$ 522,8 milhões (US$ 288,7 milhões);

Privatização da Manaus Saneamento, em 29 de junho, subsidiária integral da Cosama – Companhia de Saneamento do Amazonas. O grupo francês Lyonnaise des Eaux comprou a empresa por R$ 193,0 milhões (US$106,1 milhões), correspondendo a um ágio de 5% em relação ao preço mínimo de R$ 183,0 milhões.

O controle do Banco do Estado do Paraná – Banestado foi leiloado em 17 de outubro. O Banco Itaú foi o vencedor do leilão, adquirindo-o pelo preço de R$1,6 bilhão (US$ 868,8 milhões), e significou o pagamento de um ágio de 303% sobre o preço mínimo estabelecido.

Privatização da Sociedade Anônima de Eletrificação do Paraíba – Saelpa,no dia 30 de novembro. A Companhia Força e Luz Cataguazes Leopoldina adquiriu a empresa pelo preço mínimo de R$ 363 milhões (US$ 185,1 milhões).

2001

Âmbito Federal

Realizados 2 leilões de Concessão de Telefonia Celular para as Bandas D, em 13/02/01, e E, em 13/03/01. As Áreas 2 e 3 da Banda D e Área 1 da Banda E, foram vendidas para a Telecom Itália, representando, respectivamente, R$ 543,0 milhões, com ágio de 0,56%, R$ 997,0 milhões, com ágio de 40,42% e R$ 990,0 milhões, com ágio de 5,3%. A Área 2 da Banda D foi arrematada pela Telemar, pelo valor de R$ 1.102,0 milhões, com ágio de 17,3% e as Áreas 2 e 3 da Banda E não tiveram lances ofertados no dia do leilão.
Realizado em 30 de abril, leilão de ações, no âmbito do Decreto 1.068, totalizando R$ 26,0 milhões. Em 18 de julho encerrou-se a oferta pública no Brasil e no exterior, de 41.381.826 ações preferenciais da Petrobrás, representativas de 3,5% do seu capital total, perfazendo com a venda um total de R$ 1,98 bilhão (US$ 808,3 milhões).
O Banco Itaú S/A adquiriu em leilão realizado no dia 04/12/01, na BVRJ, 84,46% do capital total do Banco do Estado de Goiás – BEG. O preço da aquisição foi de R$ 665,0 milhões, correspondendo a ágio de 121,14% sobre o preço mínimo de R$ 300,7 milhões.

Âmbito Estadual

Em leilão realizado em 08/11/01, na BVRJ, o Banco ABN Amro Real, controlado pelo banco holandês ABN Amro Bank, adquiriu o Banco do Estado da Paraíba – Paraiban, por R$ 76,5 milhões, correspondendo a um ágio de 52,46% em relação ao preço mínimo de R$ 50,176 milhões, através da oferta de 15 milhões de ações ordinárias, representativas de 89,70% do capital social da empresa.

2002

Em leilão realizado no dia 24 de janeiro de 2002, o Bradesco, único concorrente, adquiriu o Banco do Estado do Amazonas – BEA por R$ 182.914 mil, arredondando o preço mínimo de R$ 182.913.570.

Realizada a oferta pública global de 78 milhões de ações ordinárias da Cia. Vale do Rio Doce – CVRD, tendo sido considerada a maior operação de venda de ações realizada no Brasil, em número de compradores. O preço das ações foi fixado em R$ 57,28 por ação, correspondendo a um total de US$ 1.896,6 milhões.

2003

Âmbito Federal

Em 2003, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) deu continuidade à outorga de concessões para exploração de empreendimentos de transmissão incluídos no PND. Foram leiloadas na Bolsa de Valores do Estado de São Paulo (Bovespa), em 23 de setembro, concessões para sete lotes com 11 linhas de transmissão em oito estados, com investimentos previstos de R$ 1,8 bilhão e acréscimo de 1.787 Km de novas linhas. Foram também alienadas no exercício de 2003, participações minoritárias de que são titulares entidades controladas pela União, incluídas no PND pelo Decreto 1.068/94, no valor de R$ 114,9 mil.

2004

Âmbito Federal

Em 10.02.2004, o Banco do Estado do Maranhão S.A – BEM foi vendido, em leilão realizado na BOVESPA. O lance vencedor foi do BRADESCO S.A que adquiriu o BEM por R$ 78 milhões, correspondendo a um ágio de 1,1%, em relação ao preço mínimo de R$ 77,2 milhões.

2005

Âmbito Federal

No dia  21 de dezembro, o Banco Central do Brasil realizou na Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA), o leilão de venda de controle acionário do Banco do Estado do Ceará S.A- BEC, após ter sido adiado três vezes.  O Banco Brasileiro de Descontos S.A (BRADESCO) arrematou o controle com um lance final de R$ 700 milhões, o que representou um ágio de 28.98% em relação ao preço mínimo inicial de R$ 542.721.167,59.

2006

Âmbito Federal

Foram incluídas em 2006, as instalações de transmissão de energia elétrica no Programa Nacional de Desestatização – PND integrantes da Rede Básica do Sistema Elétrico Interligado Nacional – SIN dando continuidade à outorga de concessões para exploração de empreendimentos de transmissão. Foram também alienadas  participações  minoritárias incluídas pelo Decreto 1.068/94, com apuração de R$ 445.743,57.

2007

Âmbito Federal
1.Em 2007, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) deu continuidade à outorga de concessões para exploração de empreendimentos de transmissão incluídos no PND.Em 10 de dezembro a ANEEL realizou o leilão da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, a primeira do complexo do Rio Madeira.O Consórcio Madeira Energia venceu o leilão da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio.
2.A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) licitou em 09 de outubro, 2.600 Km de rodovias federais.
3. Por meio do Decreto nº 6.256, de 13/11/2007 foi  incluído no PND o Trem de Alta Velocidade – TAV com o objetivo de permitir a estruturação de concessão pública – na modalidade concessão convencional ou parceria público-privada – de modo a viabilizar a prestação do serviço de transporte público a ele associado. A prestação desse serviço é de interesse público para ampliação da capacidade do sistema de transporte nacional, e contribui para a aceleração do desenvolvimento da infra-estrutura do país.
O Trem de Alta Velocidade – TAV permitirá a interligação entre os Municípios do Rio de Janeiro- (RJ), São Paulo (SP) e   Campinas (SP).De acordo com o Decreto,  o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES  fica responsável por contratar, coordenar os estudos técnicos e prover o apoio técnico necessários à execução e acompanhamento do processo de desestatização da infra-estrutura e da prestação de serviço de transporte terrestre relativo ao Trem de Alta Velocidade – TAV, o mesmo Decreto também incluiu os trechos de rodovias federais a seguir, com o mesmo objetivo:
I – BR-116/MG: trecho Div. MG/BA – Entr. p/ Itanhomi;
II – BR-116/MG: trecho Entr. P/ Itanhomi – Div. MG/RJ (Além Paraíba);
III – BR-040/MG: trecho Juiz de Fora – Barbacena – Belo Horizonte;
IV – BR-040/MG: trecho Belo Horizonte – Sete Lagoas – Entr. BR-135; e
V – BR-381/MG: trecho Belo Horizonte (Entr. MG/020) – João Monlevade – Governador Valadares.
E em seu art. 4º prevê que a Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT promoverá os procedimentos licitatórios e celebrará os atos de outorga de direito de exploração de infra-estrutura e prestação de serviço de transporte terrestre relativos ao Trem de Alta Velocidade – TAV e aos trechos rodoviários.

2008

Âmbito Federal
1.Foram incluídas no Programa Nacional de Desestatização – PND em 2008, diversas instalações de transmissão de energia elétrica integrantes da Rede Básica do Sistema Elétrico Interligado Nacional – SIN.Para a expansão dessas instalações de transmissão, o Conselho Nacional de Desestatização – CND,  expediu 9 Resoluções.
2. Foi realizado em 19/05/2008 o leilão da Usina Hidrelétrica Jirau, no rio Madeira, em Rondônia. A usina terá capacidade instalada de 3,3 mil MW.O leilão foi realizado na sede da ANEEL, incluindo-se na disputa dois proponentes, na qual sagrou vencedor o Consórcio Energia Sustentável do Brasil – CESB. O preço final ofertado pela energia a ser gerada no empreendimento foi de  R$ 71,37/ MWh.O Consórcio vencedor é constituído pelas empresas listadas a seguir:
Suez Energy South América Participações Ltda. (50,1%);
Camargo Corrêa Investimentos em Infra-Estrutura S.A (9,9%);
Eletrosul – Centrais Elétricas S.A (20%)  e
Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – CHESF (20%)
3.  Em 14 de fevereiro de 2008, por meio do Decreto nº 6.373 foi incluído no PND o  Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante, no Estado do Rio Grande do Norte.  Foi designada a Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC como responsável pela execução e acompanhamento do processo de desestatização da infra-estrutura e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES ficou designado como responsável por contratar, coordenar os estudos técnicos, ouvida a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária – INFRAERO, e prover o apoio técnico necessário à execução e ao acompanhamento do processo.
Em 22 de fevereiro de 2008 foi publicado no DOU o Aviso de  Concorrência PND 1/2008, referente à contratação de serviços técnicos especializados visando à realização de estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental e à estruturação da concessão – convencional ou patrocinada – para implantação e operação do  Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante, no Estado do Rio Grande do Norte.
Em 12/12/2008 foi contratada a Ernst & Young Assessoria Empresarial Ltda. e Consorciadas (Consórcio Potiguar), para realização dos serviços técnicos especializados visando à estruturação da concessão de serviço público para a implementação e operação, pela iniciativa privada, do Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante.
4. Por meio da Resolução CND nº 18, foi incluído no PND o Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro e Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas.A inclusão dos referidos aeroportos no PND tem por objetivo, a parceria com a iniciativa privada mediante realização de concessões públicas, visando assegurar a modernização e a eficiência dos serviços prestados pelos  aeroportos em tela.
5. Por meio da Resolução do CND nº 20, foi incluído no PND, um novo Aeroporto Público na região metropolitana da cidade de São Paulo.
6. Em 17 de janeiro de 2008 foi editado o Decreto nº 6.354 que inclui no PND,  o Projeto de Irrigação do Pontal. Trata-se de projeto incluído no Plano de Aceleração do Crescimento – PAC, enquadrado como meta prioritária do Ministério da Integração Nacional.
7. O Decreto nº 6.413, de 25 de março de 2008, excluiu do PND, as empresas controladas pela União, responsáveis pela administração de Portos Marítimos e Fluviais.
São as seguintes as empresas: Companhia Docas do Rio de Janeiro – CDRJ, Companhia Docas do Estado da Bahia – CODEBA, Companhia Docas do Ceará – CDC, Companhia Docas do Estado de São Paulo – CODESP, Companhia Docas do Pará – CDP, Companhia Docas do Maranhão – CODOMAR, Companhia Docas do Rio Grande do Norte – CODERN e Companhia Docas do Espírito Santo – CODESA.
8. Em 2008, ocorreu o leilão de alienação de ações, referente às participações minoritárias, no âmbito do Decreto nº 1.068, de emissão da Amazônia Celular S.A, no valor de R$ 966.101,10.

José Serra pisa los talones a la candidata de Lula en los sondeos – dice El País (15/10/2010)

La ventaja de Dilma Rousseff se reduce de 20 a 4 puntos

La carrera por la presidencia de Brasil está dando un vuelco tremendo. El candidato socialdemócrata, José Serra, sube como la espuma en los sondeos de opinión y ya se ha colocado a apenas cuatro puntos de Dilma Rousseff, la aspirante del Partido de los Trabajadores (PT) del presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A principios de mes, cuando se celebró la primera vuelta, Rousseff aparecía como la triunfadora absoluta con más de 20 puntos de ventaja sobre su contrincante y era el centro de todas las miradas. Ahora es la sorprendente resurrección de su rival la que llena las portadas de los diarios.

El último sondeo de la empresa Sensus da a Rousseff una intención de voto del 52,3% frente al 47,7% de su rival. Esta encuesta, realizada entre el 11 y el 13 de octubre, es la que augura la elección más reñida. Otros dos dan más distancia a la candidata del PT, pero en cualquier caso muestra una clara recuperación de la imagen de Serra entre el electorado. En la consulta de Datafolha, encargada por TV Globo y Folha de Sâo Paulo, Rousseff aventaja a su oponente en siete puntos de diferencia (48% frente a 41%), y la de Ibope, difundida el pasado domingo en TV Globo y el diario O Estado de Sâo Paulo -que pidió el voto para Serra-, reduce la diferencia a seis puntos (49% a 43%).

Se apuntan dos motivos para explicar el revés de Rousseff en las encuestas: uno son los escándalos de corrupción ocurridos en la jefatura del Gabinete que dirigió Rousseff. Su ex colaboradora y sucesora, Erenice Guerra, tuvo que dimitir por un presunto tráfico de influencias y abuso de poder. El otro es la polémica sobre el aborto, que ha puesto a las Iglesias católica y evangélica en contra de la candidata. Rousseff se declaró primero a favor de la despenalización del aborto y más tarde, ante el temor de perder el voto de los fieles de ambas iglesias, cambió de idea y prometió no tocar ese tema. Igualmente se echó atrás a la hora de apoyar el matrimonio de los homosexuales. Por último, algunos analistas sostienen que a Rousseff le ha acabado pasando factura la sombra de Lula, que la ha situado frente a los electores como una política sin ideas propias.

Para más inri, la aspirante del PT perdió la compostura en los últimos debates, mostrándose muy agresiva contra Serra, algo que no agradó a los electores. La campaña con vistas a la vuelta definitiva del 31 de octubre está en su punto más alto.

Ibope reduz vantagem de Dilma sobre Serra – 49% a 43% (13/10/10)

A nova pesquisa Ibope a ser divulgada daqui a pouco no Jornal Nacional dará a Dilma uma vantagem de seis pontos percentuais sobre Serra. Em votos válidos (excluídos brancos,  nulos e abstenção), 53% a 47%.

No total de votos (com tudo incluído), 49% a 43%. Na pesquisa Datafolha, divulgada no último domingo, Dilma tinha 8 pontos de vantagem nos votos válidos.

Com a margem de erro, a petista pode ter de 47% a 51%, e o tucano, de 41% a 45%.

Comparação

O Ibope informou que a pesquisa permite comparações com as sondagens realizadas antes do primeiro turno, mas com ressalvas. Segundo o instituto, nas pesquisas feitas antes de 3 de outubro, a pergunta sobre a intenção de voto no segundo turno era hipotética. Hoje, é uma situação real.

Na simulação de segundo turno divulgada no dia 2 de outubro, a diferença entre os dois candidatos era de 14 pontos percentuais (51% a 37% a favor de Dilma, considerando os votos totais). Agora, a diferença é de seis pontos.

A próxima rodada de pesquisas servirá para confirmar ou não se o viés de Dilma é de fato de queda.

Datafolha mostra Dilma com 48% dos votos contra 41% de Serra no 2ºturno.(10/10/10)

Pesquisa Datafolha divulgada na edição de domingo, 10, do jornal ‘Folha de S.Paulo’ aponta a candidata do PT à Presidência da República com 48% das intenções de votos contra 41% de José Serra (PSDB). Em número de votos válidos (sem brancos, nulos e indecisos), Dilma tem 54% contra 46% de Serra. 4% dos eleitores afirmaram que irão votar em branco ou nulo e outros 7% estão indecisos.

Na pesquisa anterior, realizada entre os dias 1º e 2 de outubro, o instituto havia feito uma simulação para o segundo turno. Dilma aparecia com 52% dos votos totais contra 40% de Serra. 5% afirmaram que votariam em branco ou nulo e 3% estavam indecisos.

Herança de Marina

O Datafolha questionou também os eleitores de Marina Silva (PV), que teve quase 20 milhões de votos no primeiro turno, sobre a intenção de voto no segundo turno. 51% dos que votaram em Marina no primeiro turno declararam voto em Serra. Dilma herda 22% dos votos de Marina. Na pesquisa anterior, a petista tinha 31% dos votos da candidata verde. Serra tinha 50% às vésperas do primeiro turno. O número de indecisos entre os verdes teve um aumento considerável, passando de 4% no primeiro turno para 18%.

Estratificação

Na divisão por região, Dilma aparece com ampla vantagem no Nordeste, onde registra 62% das intenções de voto, contra 31% de Serra. No Sudeste, há empate técnico (situação em que a diferença entre os candidatos está dentro da margem de erro): o tucano registra 44% contra 41% da petista. No Norte/Centro-Oeste, o cenário também é de empate técnico: Serra tem 46% e Dilma, 44%. A região Sul é a única onde Serra lidera fora da margem de erro: 48% a 43%.

Na segmentação por renda, Dilma lidera por 52% a 37% entre quem ganha até 2 salários mínimos e por 47% a 41% entre quem ganha de 2 a 5 salários mínimos. Já Serra obtém 48% contra 40% entre a população que ganha de 5 a 10 salários mínimos e 58% contra 33% entre quem ganha mais de 10 salários mínimos.

Dilma lidera entre os homens, por 52% a 39%. Entre as mulheres, empate técnico: 43% para a petista contra 44% de Serra. Na segmentação por escolaridade, Dilma lidera entre quem tem o ensino fundamental, com 54%, contra 36%. Entre os eleitores que têm o ensino médio, outro empate técnico: 44% para Dilma, 45% para Serra. O tucano lidera com 50% das intenções de voto entre eleitores com curso superior, contra 36% de Dilma.

A pesquisa foi encomendada pela Folha e pela Rede Globo. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O levantamento foi realizado na sexta-feira, 8, com 3.265 eleitores em 201 municípios e está registrado no TSE com o número 35114/2010.

Brazil’s presidential poll heads for run-off – says Financial Times

Brazil’s presidential election took a surprising turn on Sunday evening when Dilma Rousseff failed to win a convincing victory and early exit polls suggested she may have to take her chances in a run-off on October 31.

Ms Rousseff of the ruling leftwing PT had appeared to be heading for victory on a wave of popular support for outgoing president Luiz Inácio Lula da Silva, her political mentor, who has overseen eight years of booming prosperity and leaves office with an approval rating of 80 per cent.

But with 80 per cent of the vote counted Ms Rousseff, a stern technocrat with no popular touch, had only 45.5 per cent, far short of outright victory. Her biggest rivals, José Serra of the centrist PSDB, had 33.9 per cent and Marina Silva of the Green party had 20 per cent. Ms Rousseff needed 50 per cent plus one vote to avoid a run-off.

Ibope, a market research company, said an exit poll had given Ms Rousseff 51 per cent but added its margin of error was 2 percentage points, making the race too close to call.

However, a corruption scandal that unseated her former right-hand woman, has dented Ms Rousseff’s lead over the past fortnight and on Sunday morning opinion polls gave her half of all valid votes, leaving the outcome in the balance. The result was expected to emerge late on Sunday in Brazil. If she is taken to a second round, however, opinion polls show her winning by a large majority.

If the partial result is confirmed it will be a stunning blow to Mr Lula da Silva who made securing his succession the priority of his last year in power. “A vote for Dilma is a vote for me,” he said on Friday.

If the presidential race goes to a second round it promises to be a gruelling campaign. Ms Rousseff will be forced into a direct confrontation with Mr Serra, something both candidates have so far avoided.

For most of the past four months, since her candidacy was officially declared, Ms Rousseff has been content to bask in Mr Lula da Silva’s popularity. Meanwhile Mr Serra has failed to present either a critique or an alternative to the president’s powerful mixture of tight monetary policy and generous social spending.

Business leaders, the natural constituency of the former governor of São Paulo, have griped about the growing role of the state in Brazil’s economy, championed by Ms Rousseff, and the need for fiscal and other market-friendly reforms, while complaining about his reluctance to take the initiative.

In a televised debate before the poll Mr Serra ducked the chance of direct exchanges with Ms Rousseff in a lacklustre performance.

Political analysts said it would be impossible to avoid a potentially bruising confrontation in a run-off between two candidates.

Furthermore, the second round would boost the standing of Ms Silva, Mr Lula da Silva’s former environment minister and no relation, who resigned first from his government and then from his party after public disagreements with senior ministers, including Ms Rousseff.

Merval Pereira, a political commentator, said the second round could see Ms Silva in the role of kingmaker and said her support had already been courted by senior figures in Mr Serra’s party, including Fernando Henrique Cardoso, the former president.

Investors have to date largely ignored the election, believing it to be a non-event on the assumption that neither Ms Rousseff nor Mr Serra would deviate much from the orthodox macroeconomic policies pursued by Mr Lula da Silva and Mr Cardoso over the past 16 years.

Analysts have believed that, even if Ms Rousseff failed to win on Sunday, she would go on to victory in the second round – an assumption that now looks questionable.

Na véspera da eleição, Dilma tem 50% dos votos válidos – diz DATAFOLHA (02/10/10)

Com o resultado, é impossível afirmar com certeza se haverá ou não segundo turno

A última pesquisa nacional realizada pelo Datafolha antes da eleição para presidente da República aponta indefinição sobre a possibilidade de vitória antecipada da candidata do PT, Dilma Rousseff, já no primeiro turno. O levantamento feito nos dias 1 e 2 de outubro, véspera da eleição, mostra oscilação negativa de dois pontos percentuais na taxa de votos válidos obtida pela ex-ministra de Lula. Dilma que na pesquisa anterior conseguia 52% dos válidos, fica agora com 50%. Para vencer no primeiro turno, a petista tem que alcançar 50% mais um dos votos válidos. Como a margem de erro estudo é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, é impossível apontar com certeza a vitória antecipada da petista.

Se a disputa for para o segundo turno, o adversário de Dilma deve ser José Serra (PSDB). O tucano aparece na segunda colocação com 31% dos votos válidos, índice idêntico ao verificado no início da semana. Marina Silva (PV) chega a 17% dos votos válidos, oscilando positivamente dois pontos nos últimos quatro dias.

Considerando-se a as taxas totais de intenção de voto, Dilma tem 47% contra 29% de José Serra e 16% de Marina Silva. Na pesquisa anterior, essas taxas eram 47%, 28% e 14%, respectivamente. O índice de eleitores que não têm candidatos soma 6%. Na intenção de voto espontânea, Dilma chega a 39% das menções contra 23% de José Serra e 13% de Marina Silva. Há quatro dias, essas taxas correspondiam a 38%, 22% e 11%, respectivamente. O índice dos que ainda não sabem em quem votar na véspera das eleições é de 19% – era 23%.

63% Sabem número do candidato; entre os eleitores de Marina, taxa é de 47%
Em simulações de segundo turno, Dilma tem 52% contra 40% de José Serra

Na véspera da eleição, 63% dos entrevistados respondem corretamente o número do candidato a presidente que escolheram contra 33% que admitem desconhecê-lo e 3% que erram ao arriscar uma resposta.

Entre os eleitores de Dilma Rousseff, 72% citam corretamente o 13. Entre os que pretendem votar em José Serra, 62% acertam o 45. Já entre os eleitores de Marina, a taxa de acertos cai para 47%.

Sobre as simulações de segundo turno, nota-se queda na vantagem de Dilma Rousseff sobre José Serra. A petista oscilou negativamente um ponto percentual nos últimos quatro dias –de 53% para 52%. O tucano também oscilou positivamente um ponto – de 39% para 40%.

Com o crescimento contínuo de Marina, o Datafolha testou também a hipótese de um confronto entre Dilma e a candidata do PV em eventual segundo turno. Dilma obtém 52% das preferências contra 40% de Marina, caso o segundo turno fosse agora.

37% assistiram pelo menos em parte o debate da TV Globo
Maioria dos eleitores não sabe qual candidato teve melhor desempenho

Entre os eleitores brasileiros, 37% afirmam ter assistido pelo menos em parte o debate dos presidenciáveis na última quinta-feira pela TV Globo. Dentre esses, 12% afirmam ter assistido ao programa inteiro e 25% algumas partes. Assistiram ao debate inteiro especialmente os que têm maior renda familiar, os mais escolarizados e os mais velhos.

Sobre os candidatos com melhor desempenho no debate, a maioria dos brasileiros, mesmo que por imagem, não consegue responder. Acham que foi Dilma 16% dos entrevistados, enquanto 12% apostam em Marina e 10% em Serra. Plínio é citado por 5%.

Entre os que assistiram ao debate inteiro, 29% afirmam que Dilma se saiu melhor contra 28% que apontam Marina e 20% que escolhem Serra. Menções a Plínio chegam a 14% no estrato.

Na véspera da eleição, Alckmin tem 55% dos votos válidos e venceria no primeiro turno – diz DATAFOLHA (02/10/10)

Mercadante (PT) tem 28%; juntos, adversários, tem 45%

O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin manteve a vantagem sobre seus adversários e venceria a disputa pelo governo de São Paulo no primeiro turno se a eleição fosse hoje. É o que mostra pesquisa Datafolha concluída na véspera da votação, na qual o tucano aparece com 55% das intenções de votos válidos. A soma das indicações a seus adversários soma 45%. Para vencer a eleição, o candidato precisa obter 50% dos votos válidos mais um. Essa contagem exclui as opções em branco e anuladas.

Principal adversário do ex-governador do PSDB na corrida eleitoral, Mercadante tem 28% das intenções de votos válidos. Em seguida aparecem Celso Russomano (PP), com 9%, Skaf (PSB), com 5%, e Fábio Feldman (PV) e Paulo Bufalo (PSOL), com 1% cada um deles. Os candidatos Mancha (PSTU), Anaí Caproni (PCO) e Igor Grabois (PCB) foram citados mas não atingiram 1% dos válidos.

Considerando o total de votos – com a inclusão de brancos, nulos e indecisos -, Alckmin tem 50%, um ponto a mais do que na pesquisa Datafolha realizada no início da semana. O senador petista, nesse caso, obtém 26%, oscilação de um ponto na comparação com o levantamento anterior, enquanto Russomano permanece com 9% e Skaf oscila de 4% para 5%. Fábio Feldman e Bufalo têm 1%, cada, e os demais foram citados mas não atingiram esse patamar.

Foram ouvidas 3248 pessoas em 66 cidades entre os dias 1 e 2 de outubro. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos para mais ou para menos.

Entre os eleitores paulistas, 55% sabem o número correto do candidato a governador escolhido, ante 50% no início da semana. Esse percentual é mais alto entre os que votam em Mercadante (62%, alta de quatro pontos) e Alckmin (60%, alta de quatro pontos) do que entre aqueles que optam por Russomano (24%, alta de quatro pontos) e Skaf (32%, alta de quatro pontos).

Na simulação de segundo turno entre Alckmin e Mercadante, o candidato do PSDB é apontado por 59% dos eleitores paulistas. Mercadante fica com 34%.