“vídeo com uma breve trajetória da médica e sanitarista Zilda Arns”


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“Morre um ícone da solidariedade: Zilda Arns”

Zilda Arns, médica pediatra e sanitarista brasileira morreu neste dia 12 de janeiro, no terremoto que assolou o país mais pobre das américas, o Haiti.

Zilda Arns, Irmã de dom Paulo Evaristo Arns, foi também fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Criança  e da Pastoral da Pessoa Idosa , organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Sua luta pelas causas humanitárias renderam a ela um prestígio internacional, conquistando prêmios e honrarias em diversos países do mundo.

Os projetos sociais criados por Zilda Arns já acompanhou 1.816.261 crianças menores de seis anos e 1.407.743 de famílias pobres em 4.060 municípios brasileiros. Neste período, mais de 261.962 voluntários levam solidariedade e conhecimento sobre saúde, nutrição, educação e cidadania para as comunidades mais pobres, criando condições para que elas se tornem protagonistas de sua própria transformação social.

Em 2006 a Dra. Zilda foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz, junto com outras 999 mulheres de todo o mundo selecionadas pelo Projeto 1000 Mulheres, da associação suíça 1000 Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz. Sua vida foi um exemplo de doação ao próximo. Zilda foi uma pessoa altruísta, modelo de dignidade e humildade em nosso país.

Obrigado Zilda, sua existência foi uma dádiva divina, a salvação de milhares de vidas.

Aqui estão algumas mensagens de personalidades sobre a perda irreparável de Zilda Arns:

Armando Monteiro Neto, presidente da CNI

“É irreparável a perda da coordenadora internacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns. Seu trabalho humanitário sempre dignificou o País. A indústria brasileira se solidariza com o povo brasileiro no luto por esta perda.”

Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores

“O presidente está chocado e lamentou muito pela Zilda Arns. É uma grande perda. Ela era uma pessoa extraordinária”, disse Amorim.

Cezar Britto, presidente do Conselho Federal da OAB

“A morte de Zilda Arns, em plena ação missionária, no Haiti, tem a dimensão trágica e poética do artista que morre em cena. Dedicou toda a sua vida de médica sanitarista à causa dos desvalidos. Sacrificou a perspectiva de uma vida regular e confortável, que sua qualificação profissional lhe permitia, ao nobre ideal de submeter-se ao mandamento cristão de amar ao próximo como a si mesmo.”

Geraldo Majella Agnelo, arcebispo primaz do Brasil

Cofundador da Pastoral da Criança, o arcebispo primaz do Brasil, cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo diz que a morte deve ser encarada como testemunho de uma vida dedicada ao próximo. “Não é que ela desejasse morrer desse modo, mas, estando acolhida agora na mão de Deus, terá aceitado”, disse. “Ela morreu no posto de trabalho, no testemunho de sua vida.”

José Gomes Temporão, ministro da Saúde

“A atuação desta grande mulher e grande sanitarista brasileira foi essencial para elevar a criança a uma condição prioritária dentro das políticas públicas brasileiras”, afirmou em nota o ministro José Gomes Temporão. “Morreu em missão, como viveu toda a sua vida.”

José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado

“Lamento o episódio profundamente. O Brasil perdeu uma de suas mais expressivas figuras. Ela era um exemplo extraordinário de dedicação às crianças, aos pobres e às causas sociais. Era uma referência. Essa não é uma perda só para a família, mas para o Brasil inteiro. Sua morte enluta todo o país.”

José Serra, governador de São Paulo

“Quando ministro da Saúde, a Pastoral da Criança, e dona Zilda, foram nossos principais parceiros no combate à mortalidade infantil. Logo no início da minha gestão de quatro anos duplicamos os investimentos no trabalho por eles desenvolvido. A forte queda dessa mortalidade deve-se muito à ação da Pastoral”, afirmou em nota o governador, que decretou luto oficial no Estado.

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República

“Profundamente consternado com a tragédia que atingiu o Haiti, ao qual nos sentimos vinculados fraternalmente em razão da presença da Força de Paz liderada pelo Brasil, transmito meu pesar e minha total solidariedade ao povo haitiano e à família das vítimas brasileiras, civis e militares, em especial à de Zilda Arns, coordenadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa e conselheira do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Que Deus dê conforto a todos nesse momento doloroso.”

Michel Temer (PMDB-SP), presidente da Câmara dos Deputados

“A morte de Zilda Arns deixa milhões de órfãos no Brasil. Não só os integrantes de sua família, mas também os muitos filhos adotados por ela em seu trabalho na Pastoral da Criança e na Pastoral do Idoso. Zilda Arns tornou-se sinônimo de doação em sua luta pelos mais carentes, em seu combate diuturno à mortalidade infantil e na busca pela melhoria da vida do povo.”

Paulo Evaristo Arns, cardeal, irmão de Zilda Arns

O cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, de 88 anos, recebeu com tristeza e serenidade a notícia da morte da irmã Zilda Arns no Haiti, de acordo com a freira Devanir. “Ele disse que é uma morte que surpreende, mas é uma morte bonita porque ela morre no cumprimento de uma causa que sempre acreditou”, lembra Devanir. A irmã lembra que, no começo de dezembro, Zilda esteve com o cardeal e eles conversaram sobre a importância dessa viagem ao Haiti.

Erasmo Dias morreu…

Neste último dia 4, o Coronel Reformado do Exército, Antônio Erasmo Dias, faleceu aos 85 anos. Ele foi o responsável pelo famoso episódio ocorrido em 1977 na PUC.

Na época ,como secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, durante o governo de Paulo Egídio Martins, o coronel Antônio Erasmo Dias liderou a invasão da PUC , e solicitou o enquadramento de 32 estudantes na então Lei de Segurança Nacional.

Lei de Segurança Nacional é uma lei que visa garantir a segurança nacional de um estado contra a subversão da lei e da ordem. No Brasil , a atual Lei de Segurança Nacional (LSN) é a Lei nº 7.170, de 14 de dezembro de 1983,  que define os crimes contra a segurança nacional, a ordem política e social, além de estabelecer seu processo e julgamento.

Na época os estudantes da PUC  foram acusados de infringir o artigo 39, inciso 1°, que penaliza o ato de incitar a subversão da ordem, e o artigo 42, que pune a tentativa de reorganizar partidos, entidades e associações de classe extintas por lei.

Informou-se na época que cerca de 1.700 estudantes teriam sidos detidos na PUC, dos quais 1.500 teriam passado por triagem no próprio local. Cerca de 500, informava o coronel, teriam sido transferidos para o quartel do Batalhão Tobias de Aguiar, onde passaram por processo de cadastramento e qualificação. Posteriormente, 92 estudantes foram conduzidos ao Dops, sendo que as autoridades da época decidiram pelo pedido de enquadramento de um grupo de 32 estudantes na Lei de Segurança Nacional. Estes estudantes foram enquadrados no então artigo 39, que vinha a prever penas de 10 a 20 anos de prisão, enquanto o artigo 42 estabelecia punição que variava de 2 a 5 anos de prisão.

Abaixo vídeo sobre a morte do diretor da Ultragás do Brasil , que estaria envolvido nas relações do regime militar –  vídeo com comentários de FHC, Erasmo Dias e Paulo Egídio de Martins -.

Erasmo Dias também foi um dos fundadores da ARENA (partido situacionista da ditadura). Ele foi deputado estadual e federal , além de vereador até o ano de 2004 pela cidade de São Paulo.